Política

Lula retoma agenda de mobilização com caminhada no Distrito Federal nesta sexta-feira

09 de Outubro de 2026 às 06:48 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retoma a agenda de mobilização para o segundo turno com caminhadas no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte, além de comícios no Sudeste. A campanha reestruturou a coordenação nacional com Camilo Santana, Rui Costa e Rafael Fonteles, além de criar uma força-tarefa digital. A estratégia foca em atrair eleitores indecisos e reduzir a abstenção, que foi de 21,08% no primeiro turno

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retoma a agenda de mobilização nesta sexta-feira (9), com a realização de uma caminhada no Distrito Federal. O movimento marca o reinício das atividades de campo após um período de reorganização da campanha para o segundo turno das eleições.

A agenda de viagens terá início no Rio Grande do Norte, com uma caminhada prevista para sábado (10), em Natal. Na sequência, o cronograma prevê comícios na região Sudeste, com passagens pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Reestruturação da coordenação e estratégia digital

A reformulação ocorre após o primeiro turno, encerrado com a menor diferença histórica entre os candidatos: Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos, enquanto Lula (PT) alcançou 45,16%, uma distância de 1,87 ponto percentual. Diante do cenário e da autocrítica do presidente, que classificou a atual disputa como a campanha mais desorganizada de sua trajetória, foram implementadas mudanças na coordenação nacional.

Três políticos do Nordeste assumem funções estratégicas para tentar reverter o quadro:

  • Camilo Santana (PT-CE): coordenação política;
  • Rui Costa (PT-BA): coordenação de agenda;
  • Rafael Fonteles (PT-PI): coordenação de comunicação.

No campo digital, a campanha montou uma força-tarefa composta por influenciadores e jovens eleitos para ampliar o alcance nas redes sociais. Embora tenha demonstrado resistência inicial, o presidente concordou em gravar vídeos informais e afirmou a necessidade de intensificar a presença em plataformas digitais e em entrevistas radiofônicas.

Foco em abstenções e eleitores indecisos

Paralelamente ao reforço tecnológico, a estratégia de rua prioriza o contato direto por meio de comícios e caminhadas. O objetivo central é atrair os eleitores indecisos e mobilizar os 33,4 milhões de cidadãos que não votaram na primeira etapa — o que representa 21,08% do eleitorado apto e o maior índice de abstenção desde 1998.

Para orientar a militância, foi distribuída uma cartilha que detalha o perfil do eleitor indeciso e fornece guias de abordagem. O material instrui os apoiadores a utilizarem escuta ativa, empatia e calma durante as conversas com esse público.

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