Lula retoma agenda de mobilização com caminhada no Distrito Federal nesta sexta-feira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retoma a agenda de mobilização para o segundo turno com caminhadas no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte, além de comícios no Sudeste. A campanha reestruturou a coordenação nacional com Camilo Santana, Rui Costa e Rafael Fonteles, além de criar uma força-tarefa digital. A estratégia foca em atrair eleitores indecisos e reduzir a abstenção, que foi de 21,08% no primeiro turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retoma a agenda de mobilização nesta sexta-feira (9), com a realização de uma caminhada no Distrito Federal. O movimento marca o reinício das atividades de campo após um período de reorganização da campanha para o segundo turno das eleições.
A agenda de viagens terá início no Rio Grande do Norte, com uma caminhada prevista para sábado (10), em Natal. Na sequência, o cronograma prevê comícios na região Sudeste, com passagens pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.
Reestruturação da coordenação e estratégia digital
A reformulação ocorre após o primeiro turno, encerrado com a menor diferença histórica entre os candidatos: Flávio Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos, enquanto Lula (PT) alcançou 45,16%, uma distância de 1,87 ponto percentual. Diante do cenário e da autocrítica do presidente, que classificou a atual disputa como a campanha mais desorganizada de sua trajetória, foram implementadas mudanças na coordenação nacional.
Três políticos do Nordeste assumem funções estratégicas para tentar reverter o quadro:
- Camilo Santana (PT-CE): coordenação política;
- Rui Costa (PT-BA): coordenação de agenda;
- Rafael Fonteles (PT-PI): coordenação de comunicação.
No campo digital, a campanha montou uma força-tarefa composta por influenciadores e jovens eleitos para ampliar o alcance nas redes sociais. Embora tenha demonstrado resistência inicial, o presidente concordou em gravar vídeos informais e afirmou a necessidade de intensificar a presença em plataformas digitais e em entrevistas radiofônicas.
Foco em abstenções e eleitores indecisos
Paralelamente ao reforço tecnológico, a estratégia de rua prioriza o contato direto por meio de comícios e caminhadas. O objetivo central é atrair os eleitores indecisos e mobilizar os 33,4 milhões de cidadãos que não votaram na primeira etapa — o que representa 21,08% do eleitorado apto e o maior índice de abstenção desde 1998.
Para orientar a militância, foi distribuída uma cartilha que detalha o perfil do eleitor indeciso e fornece guias de abordagem. O material instrui os apoiadores a utilizarem escuta ativa, empatia e calma durante as conversas com esse público.