Lula se reúne com Jaques Wagner para decidir sobre a permanência do senador na liderança
O presidente Lula se reúne com Jaques Wagner nesta quarta-feira (24) para decidir sobre a permanência do senador na liderança do governo no Senado. A definição ocorre entre a saída imediata, a manutenção por tempo indeterminado ou o desligamento em julho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe, na tarde desta quarta-feira (24), no Palácio da Alvorada, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. O encontro tem como objetivo definir a continuidade do senador no cargo, em meio a três cenários distintos.
A primeira possibilidade, defendida por ministros e auxiliares da Presidência, prevê a saída imediata de Wagner da liderança para preservar a imagem do governo. Por outro lado, aliados do parlamentar baiano rejeitam a renúncia instantânea, sob o argumento de que a medida soaria como uma admissão de culpa, defendendo que ele permaneça na função por tempo indeterminado.
Como alternativa intermediária, cogita-se a manutenção do senador no cargo até julho, coincidindo com o início do recesso parlamentar. Essa estratégia permitiria que Wagner, candidato à reeleição para o Senado, justificasse o desligamento pela necessidade de dedicação integral à sua campanha política.
A decisão de Lula é influenciada pela amizade de cinco décadas com o senador, que chegou a ser cotado para a candidatura presidencial do PT em 2018. Além do vínculo pessoal, o peso político da Bahia, quarto maior eleitorado do país e base fundamental do partido, é um fator determinante. O presidente tem viagem programada ao estado na próxima semana para as celebrações de 2 de julho, data em que pretende estar ao lado de Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues, dependendo do desfecho da reunião atual.
No campo jurídico, Jaques Wagner recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a operação da Polícia Federal da qual foi alvo na semana passada. O senador afirma ter sido injustiçado e sustenta que houve erros no relatório da 9ª fase da Operação Compliance Zero, negando ter utilizado o cargo para beneficiar o Banco Master.
Paralelamente, o PT manifesta preocupação com a possibilidade de novas revelações ligadas ao Banco Master que possam atingir não apenas o senador, mas outras figuras do partido na Bahia.