Lula vence em Amazonas e Minas Gerais e mantém tendência histórica de eleições presidenciais
Luiz Inácio Lula da Silva venceu as eleições presidenciais com a maioria dos votos no Amazonas (54,02%) e em Minas Gerais (50,43%). O resultado mantém a tendência histórica desses estados desde 1989. Em Minas, a diferença entre os candidatos foi de 0,86 ponto percentual
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, ocorrido neste domingo (25), manteve a tendência histórica de Amazonas e Minas Gerais. Desde 1989, os candidatos que obtiveram a maioria dos votos nesses dois estados foram os mesmos que venceram a disputa pela Presidência da República.
No Amazonas, Lula alcançou 54,02% dos votos válidos, superando Flávio Bolsonaro (PL), que registrou 45,98%. Já em Minas Gerais, o resultado foi mais acirrado, com a vitória do petista por 50,43% contra 49,57% do adversário.
Desempenho regional e correlação nacional
O estado de Minas Gerais apresentou a disputa mais apertada de todo o país, com uma diferença de apenas 0,86 ponto percentual entre os candidatos. A unidade federativa do Sudeste foi a única a inverter o resultado entre as etapas do pleito: Lula venceu por 109 mil votos, revertendo a desvantagem de 589 mil votos registrada ao final do primeiro turno.
A votação em Minas costuma refletir a média nacional. Em 2026, Lula obteve 50,43% no estado, enquanto a média brasileira foi de 51,49%. Esse padrão ocorreu também em 2022, quando o presidente eleito teve 50,20% dos votos válidos em Minas e 50,90% no total do país.
Histórico desde a redemocratização
A análise abrange as dez eleições presidenciais realizadas desde 1989. O critério considera a votação do turno em que a disputa foi decidida, incluindo o primeiro turno em 1994 e 1998, e o segundo turno nas demais ocasiões.
No Amazonas, os picos de votação para os presidentes eleitos aconteceram entre 2006 e 2010. Naquele período, Lula atingiu 86,80% dos votos válidos e Dilma Rousseff (PT) obteve 80,57%. Em 2018, embora o estado tenha mantido a tendência de eleger o vencedor da disputa nacional, a margem foi reduzida: Jair Bolsonaro (PSL) venceu Fernando Haddad (PT) por uma diferença de 9.556 votos.