Maioria dos brasileiros acredita que ações do governo federal possuem motivação eleitoral, aponta Quaest
Pesquisa Quaest indica que 60% dos brasileiros veem motivação eleitoral nas ações do governo Lula, enquanto 32% as consideram necessárias. O estudo aponta que 42% da população desconhece as medidas recentes, com maior visibilidade para o aumento do Bolsa Família
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A percepção da população sobre as recentes ações do governo federal é marcada por um ceticismo predominante. De acordo com levantamento da Quaest, 60% dos brasileiros que acompanham as medidas anunciadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva acreditam que tais iniciativas possuem motivação eleitoral, visando favorecer a reeleição do presidente.
Em contrapartida, 32% dos entrevistados consideram que as ações são necessárias, independentemente do período de campanha. Uma parcela de 5% vê as medidas como ambas as coisas, enquanto 1% discorda de ambas as opções e 2% não souberam responder.
Alcance e reconhecimento das medidas
O estudo revela que a comunicação governamental atinge apenas metade da população. Cerca de 42% dos entrevistados afirmaram não ter conhecimento de nenhum anúncio recente, e 8% não souberam responder sobre o tema.
Entre aqueles que estão cientes das ações do governo, os temas de maior impacto e visibilidade foram:
- Aumento do Bolsa Família: citado por 25% dos respondentes;
- Fim da escala 6x1: mencionado por 16%;
- Proibição de apostas online (Bets): lembrada por 11%;
- Pacote para Microempreendedores Individuais (MEIs): citado por 11%.
Outras medidas com menor índice de reconhecimento incluem a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil (4%), o programa Desenrola (3%), a oferta de canetas emagrecedoras via SUS (3%) e outros programas sociais (3%).
Contexto institucional e cenário político
As medidas citadas envolvem decisões concretas, como a sanção da lei que amplia o limite de faturamento e funcionários para MEIs, a promulgação do fim da escala 6x1 e a proibição de bets no Brasil. No campo social, o governo implementou o reajuste de 15% no Bolsa Família, elevando o piso para R$ 691, e anunciou o Desenrola 3.0 para a renegociação de R$ 150 bilhões em dívidas.
O levantamento também apresenta indicadores sobre a imagem da gestão e a conjuntura econômica:
- Aprovação do governo: 46% aprovam e 47% desaprovam.
- Rejeição: Lula possui 47% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro registra 52%.
- Renda: 69% dos brasileiros relatam aumento de renda no último ano.
No cenário de segunda volta, a pesquisa indica um equilíbrio, com Flávio Bolsonaro detendo 45% das intenções de voto contra 44% de Lula.
Metodologia
A pesquisa foi realizada entre 17 e 20 de outubro, com a participação de 2.154 pessoas de 16 anos ou mais. O estudo (registro BR-08535/2026) possui nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.