Maioria dos brasileiros não acredita que Flávio Bolsonaro possa persuadir Trump a anular tarifas
Pesquisa Genial/Quaest indica que 58% dos brasileiros não acreditam na capacidade do senador Flávio Bolsonaro de persuadir Donald Trump a anular tarifas contra o Brasil. O levantamento, com 2.004 entrevistados, aponta que 42% teriam mais vontade de votar em Lula devido às taxas
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Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (16), indica que a maioria dos brasileiros, 58%, não acredita na capacidade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de persuadir o presidente Donald Trump a anular as tarifas impostas a produtos do Brasil. Em contrapartida, 34% dos entrevistados consideram que o parlamentar possui influência para reverter as medidas, enquanto 8% não souberam responder.
O levantamento foi realizado presencialmente entre 10 e 13 de julho com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, apresentando margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026. Vale ressaltar que a coleta de dados ocorreu antes da decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% ao Brasil, anunciada na quarta-feira (15).
Percepção pública e impacto político
A visibilidade da atuação do senador é limitada, já que 57% dos participantes afirmaram desconhecer a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar das tarifas, enquanto 43% disseram estar cientes.
No campo da preferência política, a imposição das tarifas parece favorecer a imagem do presidente Lula. Ao serem questionados sobre quem teria mais vontade de votar devido ao "tarifaço", 42% citaram Lula — um aumento em relação aos 39% registrados em junho. Já a preferência por Flávio Bolsonaro caiu de 30% para 27%. Outros 23% indicaram a intenção de votar em candidatos diferentes, e 8% não souberam responder.
Divergência sobre as causas das tarifas
O estudo também confrontou as justificativas dadas pelos dois políticos sobre a motivação das taxas americanas. O presidente Lula atribui as medidas a uma retaliação ao Pix, tese aceita por 49% dos entrevistados (contra 46% em junho). Flávio Bolsonaro argumenta que as tarifas foram provocadas por declarações de Lula contra os Estados Unidos, visão compartilhada por 33% do público, registrando queda frente aos 36% de junho. Outros 10% não concordam com nenhum dos dois e 8% não souberam responder.
A análise detalhada por perfil de eleitor revela:
- Independentes: 44% concordam com a tese de Lula sobre o Pix (eram 39% em junho), enquanto 24% apoiam a versão de Flávio (eram 26%). 17% não concordam com ambos e 15% não responderam.
- Direita não bolsonarista: A concordância com a versão de Flávio caiu de 75% para 67%, enquanto a adesão ao argumento de Lula subiu de 11% para 15%.
- Bolsonaristas: O apoio à explicação do senador recuou de 87% para 82%, ao passo que a concordância com a fala de Lula subiu de 1% para 4%.