Política

Mais de 400 candidatos usam referências religiosas em nomes de urna para as eleições de 2026

23 de Agosto de 2026 às 09:34

Registros do TSE indicam que 404 candidatos às eleições de 2026 usam referências religiosas nos nomes de urna, com predominância no Legislativo. A identificação como pastor ou pastora é a mais comum, e o MDB possui o maior número de nomes. O Rio de Janeiro lidera a quantidade de candidatos com esse perfil

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Cerca de 404 candidatos nas eleições de 2026 incluíram referências religiosas em seus nomes de urna, de acordo com registros de campanhas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O movimento é predominante em disputas para o Legislativo, onde se concentram 389 nomes, ou 96% do total.

Dentre esses, a maioria concorre a vagas de deputado estadual (220 candidatos) e deputado federal (157). O restante divide-se entre deputados distritais (12), segundos suplentes de senador (7), senadores (4), vice-governadores (3) e um primeiro suplente de senador.

Distribuição por denominações e cargos

A identificação como pastor, pastora ou a sigla PR é a mais frequente, abrangendo 295 pessoas, o que representa 73% do grupo. Outras nomenclaturas incluem:

  • Irmão ou irmã: 43 candidatos (10,5%), termos comuns em comunidades evangélicas e entre freiras católicas.
  • Religiões de matriz africana: 28 nomes (7%), utilizando a expressão mãe, pai ou nomes de orixás.
  • Bispo: 21 candidatos (5%).
  • Padre: 10 candidatos (2,5%).
  • Apóstolo ou apóstola: 5 candidatos.
  • Reverendo e frei: um candidato para cada título.

Apesar da visibilidade nos nomes de urna, apenas 35 desses candidatos declararam formalmente a ocupação de sacerdote ou membro de ordem ou seita religiosa. Nesse grupo específico, 28 utilizam a identificação de pastor/pastora, quatro são padres, duas se identificam como mãe e um como bispo.

Partidos e Geografia

O MDB lidera a quantidade de candidatos com identificações religiosas, somando 37 nomes. Na sequência estão o Republicanos, com 30, e o DC, com 28.

Geograficamente, o Rio de Janeiro registra o maior volume, com 50 candidatos. São Paulo aparece logo atrás com 49, seguido por Pernambuco, com 31.

Análise Institucional

O uso de títulos religiosos na urna indica a utilização da fé como plataforma e agenda política, extrapolando a mera identidade pessoal. No entanto, o volume de candidatos religiosos pode ser maior do que os dados de nomenclatura sugerem, já que há figuras que, embora pertençam a comunidades religiosas, não adotam títulos no nome de urna, como é o caso de Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal.

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