Política

MDB Nacional intervém na definição de candidaturas e coligações do partido no Distrito Federal

12 de Junho de 2026 às 06:32

A Executiva Nacional do MDB interveio na definição de candidaturas e coligações do partido no Distrito Federal para as eleições de outubro. O deputado Isnaldo Bulhões coordenará uma comissão de cinco membros para definir as alianças até as convenções partidárias. A direção nacional manteve Wellington Luiz na presidência do MDB-DF

MDB Nacional intervém na definição de candidaturas e coligações do partido no Distrito Federal
Reprodução/Agência Brasília

A Executiva Nacional do MDB estabeleceu, nesta quinta-feira (11), a intervenção direta na definição de candidaturas e coligações do partido no Distrito Federal para as eleições de outubro. A medida visa encerrar conflitos internos entre alas da legenda, que divergem sobre a estratégia para o Palácio do Buriti: enquanto um grupo defende a permanência na base aliada da governadora Celina Leão (PP) para apoiar sua reeleição, outro setor do partido propõe o rompimento com a gestão atual e o lançamento de uma candidatura própria ao governo.

A coordenação desse processo de pacificação ficou a cargo do líder do MDB na Câmara, deputado Isnaldo Bulhões (AL). O parlamentar deve formar uma comissão composta por cinco membros representantes das diferentes correntes partidárias no DF, com a missão de alcançar um consenso sobre as alianças. As definições finais serão divulgadas durante as convenções partidárias, previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.

Apesar da intervenção na estratégia eleitoral, a direção nacional manteve o deputado distrital Wellington Luiz na presidência do MDB-DF, justificando a permanência por não ter havido pedidos formais de destituição ou intervenção no cargo.

O cenário de instabilidade no partido é consequência de um rompimento público ocorrido em maio entre o ex-governador Ibaneis Rocha e Celina Leão. A governadora, que era vice de Ibaneis e assumiu o cargo após a desincompatibilização dele para concorrer ao Senado, rompeu a expectativa de apoio mútuo ao declarar suporte às candidatas do PL, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, para as duas vagas ao Senado em 2026.

O conflito se intensificou com declarações posteriores, nas quais Ibaneis Rocha manifestou decepção com a condução do governo. Em contrapartida, Celina Leão afirmou que a sucessão no cargo não implica submissão e alegou ter herdado uma crise no Banco de Brasília.

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