Política

Ministro da Secom entra em férias para atuar na campanha de reeleição de Lula

10 de Outubro de 2026 às 18:50 2 min de leitura

O ministro da Secom, Sidônio Palmeira, entra em férias na segunda-feira (12) para integrar a campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. A coordenação da comunicação agora é liderada por Rafael Fonteles

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Ministro da Secom entra em férias para atuar na campanha de reeleição de Lula
MATEUS MELLO/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, entrará em férias na próxima segunda-feira (12) para atuar diretamente na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo do afastamento é fortalecer a estrutura de comunicação do petista no período final da disputa.

A movimentação ocorre a 15 dias do segundo turno e sucede uma reestruturação no comando da campanha, agora liderada por políticos do Nordeste. A gestão da comunicação foi assumida por Rafael Fonteles (PT-PI), governador reeleito do Piauí.

Estratégia de comunicação e coordenação

A mudança acontece em um momento de críticas à abordagem de Sidônio, que priorizou temas como soberania e terras raras em detrimento de pautas do cotidiano do eleitor. O próprio presidente Lula classificou a atual organização da campanha como a mais desorganizada de sua trajetória.

Embora não estivesse formalmente na equipe até agora, Sidônio — que foi o marqueteiro da vitória de Lula em 2022 — integra um núcleo estratégico de decisões ao lado de Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, Guilherme Boulos (PSOL) e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Edinho. Ele também mantém sociedade com Raul Rabello, marqueteiro da campanha.

Foco regional e afastamentos no governo

A transferência da coordenação para quadros do PT do Nordeste visa ampliar a votação naquela região, identificada como a área com maior potencial para reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL).

O afastamento de membros do governo para fins eleitorais é uma prática adotada desde antes do primeiro turno:

  • Ricardo Stuckert: O fotógrafo e ex-secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Presidência pediu demissão em julho para se dedicar à campanha.
  • José Guimarães: O ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência solicitou licença temporária não remunerada.
  • Guilherme Boulos: Também pediu licença temporária antes da primeira votação.
  • Aloizio Mercadante: O presidente do BNDES e autor do plano de governo de 2022 afastou-se temporariamente de suas funções antes do primeiro turno.
Com informações de G1

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