Ministros do BRICS discutem instabilidade no Oriente Médio e crise do petróleo em Nova Délhi
Ministros das Relações Exteriores do BRICS reúnem-se nesta quinta-feira, em Nova Délhi, para debater a instabilidade no Oriente Médio e a crise do petróleo. O encontro conta com a participação de representantes do Brasil, Rússia e Irã. Divergências internas entre os membros podem impedir a emissão de uma declaração conjunta
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/7/f/f37h4xRhaOq8HxucJ1Sg/captura-de-tela-2026-05-14-071830-1-.jpg)
Os ministros das Relações Exteriores dos países que integram o BRICS reúnem-se nesta quinta-feira (14), em Nova Délhi, na Índia, para discutir a instabilidade no Oriente Médio e as consequências da crise do petróleo na economia mundial. O encontro conta com a presença do chanceler brasileiro, Mauro Vieira, além de Sergei Lavrov, da Rússia, e Abbas Araghchi, do Irã.
A agenda ocorre sob forte tensão internacional, impulsionada por conflitos que envolvem Israel, Estados Unidos e Irã. A situação é agravada pela instabilidade nas rotas marítimas do Golfo Pérsico, com destaque para o bloqueio do Estreito de Ormuz, via fundamental para o transporte global de petróleo. Para a Índia, o cenário é crítico, já que o país importa fertilizantes e quase metade do petróleo bruto consumido por meio dessa rota, o que gera volatilidade nos preços de energia e gás.
Antes do início das sessões fechadas, o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, caracterizou o momento como um período de transformação considerável. Jaishankar pontuou que o cenário global está sendo moldado por incertezas econômicas, desafios climáticos, tecnológicos e comerciais, além dos conflitos vigentes. Para o diplomata, espera-se que o BRICS exerça uma função estabilizadora e construtiva, especialmente entre as nações em desenvolvimento e emergentes.
Fundado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o grupo funcionava como um fórum de articulação entre economias emergentes. Recentemente, o bloco expandiu sua composição para incluir países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Irã. Contudo, essa ampliação intensificou divergências internas, particularmente sobre a crise no Oriente Médio, onde Irã e Arábia Saudita mantêm posicionamentos opostos. Devido a essas divisões, há a possibilidade de que a reunião termine sem a emissão de uma declaração conjunta.