Política

Mulheres são minoria nos núcleos estratégicos de campanhas para a Presidência em 2026

07 de Setembro de 2026 às 09:38 3 min de leitura

Equipes estratégicas para a Presidência em 2026 dos cinco candidatos mais bem posicionados são majoritariamente masculinas. Flávio Bolsonaro possui o maior número de mulheres em seu núcleo duro, com 10 integrantes. Apenas duas mulheres concorrem ao cargo principal entre 13 candidatos

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A representação feminina nos núcleos estratégicos das campanhas para a Presidência da República em 2026 permanece baixa, contrastando com a composição do eleitorado brasileiro, no qual as mulheres representam 52,84% dos votantes. Um levantamento realizado com as equipes dos cinco candidatos mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais revelou que as funções de comando — que abrangem as áreas de marketing, economia, jurídico, logística e comunicação — são ocupadas majoritariamente por homens.

Composição das equipes estratégicas

Entre os candidatos analisados, Flávio Bolsonaro (PL) apresenta o maior número de mulheres em seu núcleo duro, com 10 integrantes femininas em um grupo de 26 funcionários. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) possuem seis mulheres em suas equipes, enquanto Romeu Zema (Novo) conta com cinco e Augusto Cury (Avante) com quatro.

No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a assessoria não confirmou oficialmente a lista de integrantes, mas a apuração de dados divulgados na imprensa identificou a presença de mulheres em diversas frentes:

  • Economia e Gestão: Daniella Marques (coordenadora da área econômica e do plano Brasil por Elas), Myrian Prado e Francielly Almeida.
  • Jurídico e Tecnologia: Maria Cláudia Bucchianeri (coordenação jurídica eleitoral) e Bruna Leal (consultoria de tecnologia).
  • Comunicação e Digital: Fernanda de Luca (assessoria de imprensa) e Michelle Rodrigues (área digital).
  • Articulação e Mobilização: Mônica Valente, Nicole Briones, Claudinha Lima, Júlia Kopf, Lucinha Barbosa, Mazé Morais e Luna Zarattini.
  • Setoriais: Tereza Cristina (agronegócio), Carolina Ragazzi e Lyvia Montezano (núcleo de Mulheres).

As demais equipes também possuem nomes femininos em funções específicas. Na campanha de Renan Santos, destacam-se Amanda Vettorazzo (coordenação de campanha) e Rafaela Cupertino (Missão Mulher). Ronaldo Caiado conta com Cristiane Schmidt e Ana Carla Abrão na economia, além de Valéria Torres Reis na análise de opinião pública. Romeu Zema possui Luciana Lopes na gestão pública e Samanta Pineda no meio ambiente. Já Augusto Cury tem Luciana Martins na coordenação nacional e Ana Augusta Ribeiro na comunicação e marketing.

Propostas versus representatividade

A disparidade na composição dos times ocorre mesmo com a inclusão de pautas femininas nos planos de governo. Ronaldo Caiado dedica um tema exclusivo às mulheres, prevendo um Pacto Nacional pelo Fim do Feminicídio e selos de igualdade salarial para empresas. Augusto Cury propõe o Programa Mulheres Vivas, focado em assistência jurídica e segurança.

Romeu Zema sugere a expansão de Delegacias da Mulher para funcionamento 24 horas com equipes preferencialmente femininas, integrando a pauta às áreas de saúde e segurança. Flávio Bolsonaro baseia suas propostas no plano "Brasil por Elas", enquanto Lula defende a manutenção do Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio.

Cenário das candidaturas em 2026

A sub-representação nos bastidores reflete a baixa quantidade de mulheres como candidatas principais. Para a Presidência, apenas duas mulheres concorrem entre os 13 candidatos: Samara Martins (UP) e Clariana Barão (DC). O número é inferior aos quatro nomes femininos registrados na mesma posição em 2022.

A tendência de maior presença em cargos de apoio do que em posições de liderança se repete em outras esferas:

CargoProporção de Mulheres (2026)Comparativo 2022
Senado21,9% (69 de 315)23,9%
Governo Estadual16,4% (32 de 195)17%
Vice-Governador42,9%-
Vice-Presidente38,5%-

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