Negativa de vistos a assessores de Marco Rubio gera reações adversas no STF e no TSE
O Itamaraty negou vistos a dois assessores do secretário de Estado dos EUA que pretendiam questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Magistrados do STF e do TSE reagiram negativamente e pedem que o presidente do TSE, Nunes Marques, condene com rigor ataques às urnas eletrônicas
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A negativa de vistos pelo Itamaraty a dois assessores de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, provocou reações adversas no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Magistrados de ambas as cortes defendem que o presidente do TSE, Nunes Marques, adote uma postura mais rigorosa na condenação de ataques às urnas eletrônicas e a tentativas externas de desestabilizar o sistema eleitoral brasileiro.
Críticas à postura institucional
A insatisfação dos ministros recai sobre a nota oficial emitida pela equipe de Nunes Marques, classificada como insuficiente e incapaz de dimensionar a gravidade da situação. Há a expectativa de que o presidente do tribunal reforce esse posicionamento durante a reunião com embaixadores, prevista para ocorrer após o recesso do Judiciário.
Objetivos da missão americana
Conforme apurado pelo jornal The Washington Post, a vinda dos dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA ao Brasil tinha como objetivo levantar questionamentos sobre a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral.
Os assessores, descritos como jovens de extrema-direita, solicitaram audiência com Nunes Marques, porém o encontro não foi agendado devido ao recesso judiciário. Apesar disso, a viagem foi mantida para a realização de reuniões com lideranças religiosas e políticas.
Um dos profissionais envolvidos possui histórico de missões internacionais para apoiar candidaturas de direita e tentar influenciar processos eleitorais em outros países.