Política

Nova legislatura do Senado Federal terá predominância de homens e pessoas brancas em 2027

08 de Outubro de 2026 às 06:57 3 min de leitura

A nova legislatura do Senado Federal, a partir de fevereiro de 2027, terá 63 homens, 18 mulheres e 56 pessoas brancas, com o PL detendo a maior bancada (28 vagas). A maioria dos parlamentares possui ensino superior completo e patrimônio superior a R$ 1 milhão

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A nova legislatura do Senado Federal, com início previsto para fevereiro de 2027, será marcada por uma predominância de homens e pessoas brancas. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do próprio Senado, a composição da casa contará com 63 homens e 18 mulheres, sendo que 56 dos 81 parlamentares se identificam como brancos.

O cenário considera a soma dos 54 eleitos em 2026 — incluindo 14 reeleitos — e os 27 senadores cujos mandatos se estendem até janeiro de 2031. A análise já contempla substituições decorrentes da eleição de senadores para governos estaduais, como as entradas de Alex Diniz (PL-MG), no lugar de Cleitinho (Republicanos-MG), e de Luís Felipe Cunha (União-PR), substituindo Sergio Moro (PL-PR). Jussara Lima (PSD-PI) também permanece na vaga de Wellington Dias (PT-PI).

Distribuição partidária e composição política

O PL deve consolidar a maior bancada da casa, com 28 integrantes, resultado de 19 eleitos em 2026 e nove com mandatos vigentes. Na sequência, o PT deve ocupar nove cadeiras (seis eleitos e três remanescentes) e o MDB oito vagas (sete eleitos e um remanescente).

A configuração partidária projeta ainda:

  • PP e União Brasil: seis senadores cada;
  • PSD e Republicanos: cinco senadores cada;
  • PSB: quatro senadores;
  • Novo: três senadores;
  • Podemos e PSDB: dois senadores cada;
  • PDT e Rede: um senador cada.

O senador Romário permanece como integrante sem partido com mandato até 2031.

A composição final ainda está sujeita a alterações dependendo dos resultados do segundo turno para governos estaduais — envolvendo Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha (União-TO) —, além de possíveis mudanças partidárias, retornos de titulares licenciados e decisões judiciais, como a situação de Deltan Dallagnol (Novo-PR), cuja candidatura aguarda julgamento no TSE.

Perfil demográfico e escolaridade

A escolaridade do grupo é predominantemente alta, com 85,2% dos integrantes (69 pessoas) possuindo ensino superior completo. Outros seis parlamentares possuem superior incompleto, quatro detêm o ensino médio completo, um possui ensino médio incompleto e um possui ensino fundamental completo.

Quanto à etnia, a distribuição dos 81 nomes é a seguinte:

  • Brancos: 56 (69,1%);
  • Pardos: 20 (24,7%);
  • Pretos: 3 (3,7%);
  • Indígenas: 1 (1,2%);
  • Sem informação: 1 (1,2%).

No recorte de gênero, as mulheres ocuparão 22,2% das cadeiras, totalizando 18 senadoras.

Faixa etária e patrimônio declarado

Na data da posse, em 1º de fevereiro de 2027, a faixa etária predominante será a de 60 a 69 anos, com 27 parlamentares. Seguem-se os grupos de 40 a 49 anos (24 pessoas), 50 a 59 anos (16 pessoas), 70 anos ou mais (10 pessoas) e 30 a 39 anos (4 pessoas).

Em relação ao patrimônio, a maioria dos senadores possui bens expressivos. Cerca de 72,8% do grupo (59 integrantes) declarou possuir mais de R$ 1 milhão. Entre os maiores patrimônios estão Mauro Mendes (União-MT), com R$ 67,2 milhões; Eduardo Braga (MDB-AM), com R$ 60,3 milhões; Reinaldo Azambuja (PL-MS), com R$ 56 milhões; e Marina JHC (PSDB-AL), com R$ 47 milhões.

A distribuição detalhada dos bens revela que 41 pessoas possuem entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, enquanto 12 declararam valores acima de R$ 10 milhões. Na base da pirâmide financeira, 12 senadores declararam entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, oito entre R$ 100 mil e R$ 500 mil e dois eleitos em 2026 informaram não possuir bens. Os valores são nominais e baseados nas declarações de 2022 e 2026.

Com informações de G1

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