Oito em cada dez eleitores independentes demonstram pouco ou nenhum interesse nas eleições de 2026
Pesquisa Quaest indica que 80% dos eleitores independentes têm pouco ou nenhum interesse nas eleições de 2026. Nesse grupo, Lula lidera a preferência no primeiro turno com 23%, seguido por Flávio Bolsonaro com 16%. Em um eventual segundo turno entre ambos, os índices são de 35% para Flávio e 29% para Lula, configurando empate técnico
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A apatia política é a característica predominante entre os eleitores independentes — grupo que não se identifica com correntes de esquerda, direita, lulismo ou bolsonarismo. De acordo com levantamento da Quaest realizado entre 10 e 13 de agosto, 80% desse segmento, que representa 32% dos 2.004 entrevistados, demonstram pouco ou nenhum interesse nas eleições de 2026. O índice de desinteresse entre os independentes supera a média do público geral, na qual 63% manifestam a mesma postura.
Intenções de voto e cenários eleitorais
Em um cenário de primeiro turno com nomes estimulados, Lula (PT) lidera a preferência dos independentes com 23%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 16%. Outros nomes aparecem com as seguintes porcentagens:
- Renan Santos (Missão): 8%
- Ronaldo Caiado (PSD): 6%
- Augusto Cury (Avante): 4%
- Romeu Zema (Novo): 3%
- Samara Martins (UP): 1%
- Edmilson Costa (PCB): 1%
Neste grupo, 20% dos entrevistados estão indecisos e 18% pretendem votar em branco, nulo ou não comparecer às urnas. Para a totalidade dos eleitores, a liderança é de Lula (38%), seguido por Flávio (31%), Renan e Caiado (4% cada), Cury e Zema (2% cada) e Samara (1%).
Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os independentes apontam Flávio Bolsonaro com 35% e Lula com 29%. Devido à margem de erro de 4 pontos para este segmento, o resultado configura um empate técnico. No conjunto total de entrevistados, Lula aparece com 43% contra 40% de Flávio.
A preferência dos independentes tem apresentado oscilações desde maio. No referido mês, Flávio tinha 31% e Lula 29%. Em julho, o petista atingiu 40% contra 27% do candidato do PL, e em 5 de agosto os índices foram de 33% para Lula e 30% para Flávio.
Rejeição e percepção de risco
A resistência aos principais candidatos é elevada entre os independentes, com Lula registrando 60% de rejeição e Flávio Bolsonaro 59%. No público geral, os índices de rejeição são de 54% para Flávio e 52% para Lula. Outros nomes com rejeição expressiva entre independentes são Ronaldo Caiado e Romeu Zema, ambos com 28%.
Quanto ao receio institucional, 37% dos independentes temem a volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 35% temem a reeleição de Lula. Outros 13% manifestam medo de ambos e 6% não temem nenhum dos cenários. Na amostra total, o medo da volta dos Bolsonaro é maior (45%) do que a reeleição de Lula (41%).
Avaliação do Governo Federal
A percepção dos independentes sobre a gestão de Lula é majoritariamente crítica ou neutra: 36% avaliam o governo como negativo, 34% como regular e 26% como positivo. Em comparação ao levantamento de 5 de agosto, houve uma leve alteração, quando 33% avaliavam negativamente, 39% como regular e 25% positivamente.
No público geral, a avaliação divide-se entre 37% de avaliações negativas, 36% positivas e 25% regulares.
Metodologia
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06773/2026. A amostra compreendeu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, residentes em diversas regiões. A margem de erro para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.