ONS descarta falta de energia durante as eleições e planeja operação especial de acompanhamento
O ONS descartou a falta de energia nas eleições, adotando um planejamento de acompanhamento do sistema. Para evitar desabastecimento na Amazônia, a Aneel antecipou verbas da Conta de Consumo de Combustíveis para a compra de insumos por usinas isoladas. Distribuidoras de energia foram orientadas a reforçar equipes técnicas
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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) descartou a possibilidade de desabastecimento de energia durante o período das eleições. De acordo com o diretor-geral da entidade, Márcio Rea, o órgão já desenvolve há meses um planejamento para realizar uma operação especial de acompanhamento do sistema, procedimento padrão adotado em grandes eventos. Rea afirmou que, salvo em casos de catástrofes, não prevê problemas no fornecimento.
Medidas preventivas na Amazônia
Para mitigar riscos em regiões específicas, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a antecipação de verbas destinadas a usinas de produtores independentes que operam em áreas isoladas da Amazônia. A iniciativa utiliza recursos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).
O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, explicou que a medida visa evitar a falta de combustível nessas usinas, caso a baixa pluviosidade prejudique a navegação nos rios. O objetivo é garantir que as empresas realizem a compra e o estoque antecipado do insumo para assegurar o atendimento às comunidades e a estabilidade do sistema durante a votação.
Feitosa destacou que a preparação é preventiva e inclui a orientação para que as distribuidoras de energia reforcem suas equipes técnicas para responder a eventuais ocorrências.
Perspectivas e riscos climáticos
Apesar da estabilidade prevista para o curto prazo, o ONS alertou para um cenário complexo em 2027, motivado pela dificuldade de prever a intensidade do El Niño — fenômeno de aquecimento das águas do Oceano Pacífico que altera padrões climáticos, podendo causar secas no Norte e Nordeste e chuvas excessivas no Sul do Brasil.
Márcio Rea ressaltou que a rede elétrica possui alternativas estruturais para manter o funcionamento mesmo diante de eventos climáticos extremos. Como exemplo de resiliência, citou episódios anteriores em que, apesar de mais de 20 torres terem sido afetadas, o suprimento de energia foi preservado graças ao trabalho de prevenção e às redundâncias do sistema.