Política

Participação feminina nas eleições de 2026 cresce para 35% do total de candidaturas registradas

22 de Agosto de 2026 às 07:20

A participação feminina nas eleições 2026 subiu para 35%, com 7.134 candidatas em um total de 20.496 nomes registrados na Justiça Eleitoral. A Unidade Popular é a única legenda com mais mulheres do que homens, enquanto o PRTB possui o menor índice, com 17%. A disputa pela Presidência da República conta com duas candidatas e cinco vice-presidentes

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Participação feminina nas eleições de 2026 cresce para 35% do total de candidaturas registradas
Tribunal Superior Eleitoral/TSE

A participação feminina nas eleições 2026 apresenta um crescimento marginal em relação ao pleito de 2022, subindo de 34% para 35%. De acordo com registros da Justiça Eleitoral, o universo total de candidaturas soma 20.496 nomes, dos quais 7.134 são mulheres e 13.362 são homens.

Distribuição partidária e cotas de gênero

Apesar da legislação eleitoral determinar que as legendas mantenham a representação de cada sexo entre o mínimo de 30% e o máximo de 70%, a distribuição real varia drasticamente entre as siglas. Apenas a Unidade Popular (UP) registrou mais mulheres do que homens, com 53% de candidatas (100 mulheres e 88 homens) entre os 188 escolhidos para disputar cargos executivos e legislativos, incluindo a Presidência da República.

Outras três siglas superam a marca de 40% de participação feminina:

  • PC do B: 45% (65 mulheres em 146 candidaturas);
  • Cidadania: 43% (63 mulheres em 147 candidaturas);
  • PSTU: 40% (52 mulheres em 129 candidaturas);
  • PSOL: 40% (316 mulheres em 789 candidaturas).

No extremo oposto, o PRTB apresenta o menor índice de representatividade, com apenas 17% de candidaturas femininas, totalizando duas mulheres entre os 12 nomes registrados.

Sobre a legalidade dessas composições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já identificou a prática de fraudes nas cotas de gênero, quando candidaturas femininas são registradas apenas para atingir o percentual mínimo legal. No entanto, a Câmara dos Deputados aprovou a anistia aos partidos que descumpriram a norma.

Representação no Executivo Federal

A disputa pela Presidência da República registrou uma queda na presença feminina, que passou de quatro candidatas em 2022 para duas em 2026. No total, as chapas presidenciais contam com sete mulheres, sendo que cinco ocupam a posição de vice-presidente. A Unidade Popular (UP) é a única legenda com mulheres tanto na titularidade quanto na vice da chapa presidencial.

Análise do cenário político

A baixa representatividade feminina é atribuída a barreiras históricas e a dinâmicas específicas deste ciclo eleitoral, como a complexidade de acordos estaduais e a dificuldade de formação de alianças no campo da direita.

A análise indica que a sub-representação não decorre da vontade individual das mulheres em concorrer, mas sim de fatores institucionais. O cenário reflete a forma como os partidos políticos realizam o recrutamento de seus quadros e a maneira como distribuem os recursos financeiros e o suporte institucional para as campanhas.

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