Política

Partidos iniciam convenções para definir candidaturas e chapas para a Presidência da República

20 de Julho de 2026 às 15:02

As convenções partidárias para a Presidência da República começam nesta segunda-feira (20) e seguem até 5 de agosto. Lula (PT), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) já definiram seus vices, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) ainda buscam fechar suas chapas. O registro final das candidaturas na Justiça Eleitoral deve ocorrer até 15 de agosto

Partidos iniciam convenções para definir candidaturas e chapas para a Presidência da República
Reprodução

As convenções partidárias para a definição das candidaturas à Presidência da República iniciam nesta segunda-feira (20), com a etapa de oficialização de chapas, escolha de vices e aprovação de alianças. O prazo para a realização desses eventos termina em 5 de agosto, enquanto o registro final das candidaturas junto à Justiça Eleitoral deve ocorrer até o dia 15 de agosto.

Entre os principais pré-candidatos, três já consolidaram seus nomes para a composição da chapa: Lula (PT) repetirá a parceria com Geraldo Alckmin (PSB), Ronaldo Caiado (PSD) terá Gilberto Kassab como vice em uma chapa exclusiva do partido, e Renan Santos (Missão) terá o militar da reserva Aroldo Medina como companheiro de chapa.

Articulações de Flávio Bolsonaro

O cenário de indefinição persiste para Flávio Bolsonaro (PL), que busca ampliar sua base de apoio e prioriza a indicação de uma mulher para a vaga de vice, visando aumentar a aceitação entre o eleitorado feminino. O senador sinalizou interesse na deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), porém a viabilização do nome depende do aval de Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas.

Atualmente, a cúpula da federação União Progressista, composta por União Brasil e Progressistas, inclina-se pela neutralidade na disputa presidencial, o que daria autonomia aos diretórios estaduais para apoiar candidatos distintos. Para tentar reverter essa tendência, Flávio participa hoje da convenção estadual da federação em São Paulo, onde deve discursar.

Paralelamente, existem tratativas com o Republicanos. Embora a legenda negue formalmente qualquer acordo, incluindo a suposta indicação de Marcos Pereira ao Supremo Tribunal Federal (STF), há informações de que o apoio estaria condicionado ao compromisso de Flávio disputar apenas um mandato, facilitando a candidatura de Tarcísio de Freitas em 2030. Nesse cenário, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, seria a favorita para a vice.

A definição da chapa do PL ocorre sob a pressão de desgastes recentes, como o episódio Dark Horse e o rompimento com Michelle Bolsonaro. Valdemar Costa Neto, presidente do partido, afirmou que a escolha do vice se baseará em critérios de carisma, prestígio e potencial de votos.

Impasses na chapa de Romeu Zema

Romeu Zema (Novo) também não definiu seu vice, utilizando a escolha como ferramenta estratégica para atrair novas legendas. O ex-governador de Minas Gerais manifestou publicamente o desejo de ter Michelle Bolsonaro (PL) na chapa, proposta que foi descartada pela ex-primeira-dama via redes sociais.

Outra opção anterior, o empresário Geraldo Rufino (Podemos), perdeu força após a sinalização de que ele deve concorrer a uma vaga no Senado por São Paulo. Zema afirmou que a decisão final depende de negociações partidárias e da direção nacional do Novo.

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