Patrimônio declarado por candidatos nas eleições de outubro cresce 30% em relação a 2022
Candidatos nas eleições de outubro declararam R$ 31,1 bilhões em patrimônio, alta de 30% em relação a 2022. O PL registrou a maior soma de bens, com R$ 4,9 bilhões, enquanto o PRTB lidera a maior média patrimonial por candidato
Candidatos nas eleições de outubro declararam um patrimônio total de R$ 31,1 bilhões à Justiça Eleitoral, montante 30% superior aos R$ 23,9 bilhões registrados no pleito de 2022. O levantamento, baseado nas autodeclarações obrigatórias de bens como imóveis, veículos e aplicações financeiras, aponta que o PL concentrou o maior crescimento patrimonial entre as legendas.
Concentração de riqueza no PL
O PL detém a maior soma de bens entre todos os partidos, totalizando R$ 4,9 bilhões, o que representa 15,7% do valor global declarado. O montante é 184% maior do que os R$ 1,7 bilhão registrados pelos candidatos da sigla em 2022, resultando em um acréscimo de R$ 3,2 bilhões.
Esse salto ocorreu mesmo com a estabilidade no número de postulantes, que passou de 1.629 para 1.636 nomes. Como consequência, a média patrimonial por candidato do partido subiu de R$ 1 milhão para R$ 3 milhões, elevando a legenda da sétima para a segunda posição no ranking de médias.
A distribuição interna da riqueza no partido é desigual:
- 12 candidatos concentram metade de todo o patrimônio da sigla, somando R$ 2,5 bilhões.
- 319 candidatos declararam não possuir qualquer propriedade.
Entre os nomes mais ricos do PL, destaca-se o empresário Luiz Osvaldo Pastore, primeiro suplente na chapa do senador Eduardo Gomes (PL-TO), com R$ 677,7 milhões em participações empresariais, obras de arte e aplicações financeiras. Em seguida, aparece o empresário Wilson Picler, suplente na chapa de Deltan Dallagnol (Novo-PR) para o Senado no Paraná, com R$ 478,7 milhões, valor impulsionado por sua participação no Centro Universitário Internacional (Uninter).
Desempenho de outras legendas
O maior crescimento proporcional foi registrado pelo Partido Democrata (antigo PMB). Mesmo reduzindo o quadro de candidatos em 396 nomes, a soma dos bens saltou de R$ 164 milhões para R$ 702 milhões, um aumento de 328%. Esse resultado foi viabilizado por dois candidatos a deputados estaduais em Minas Gerais, Antonio dos Reis Gonçalves Lerin e Sérgio Cassemiro, que juntos declararam R$ 533 milhões, correspondendo a 76% do total do partido.
Quanto às médias por candidato:
- O PRTB lidera a maior média patrimonial do país, com um total de R$ 663,6 milhões distribuídos entre apenas 12 candidatos.
- O PT ocupa a 20ª posição, com média de R$ 714 mil para cada um de seus 1.103 candidatos.
- O PCB apresenta a menor média entre as 30 legendas concorrentes, com um patrimônio total de R$ 4,1 milhões dividido por 23 candidatos.