PCO orienta filiados a votarem nulo no segundo turno da eleição presidencial
O Partido da Causa Operária (PCO) determinou que seus filiados votem nulo no segundo turno da eleição presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro. A decisão foi formalizada nesta segunda-feira (12) após a 39ª Conferência Nacional da legenda
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O Partido da Causa Operária (PCO) definiu que seus filiados deverão votar nulo no segundo turno da eleição presidencial, na disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A determinação foi estabelecida durante a 39ª Conferência Nacional da legenda, ocorrida no domingo (11), e formalizada nesta segunda-feira (12).
Justificativa institucional
O presidente da sigla, Rui Costa Pimenta, fundamentou a decisão ao criticar a proximidade do PT com o Supremo Tribunal Federal (STF). Para Pimenta, a aliança entre a legenda petista e a Corte representa uma adesão aos aspectos mais negativos do regime político do país, resultando em ataques aos direitos democráticos da população. Dessa forma, o partido argumenta que Lula não atua como um candidato de oposição capaz de representar as massas.
Histórico de alianças e candidaturas
A postura atual do PCO diverge de ciclos anteriores. O partido apoiou a candidatura de Lula nos pleitos de 1989, 1994 e 1998 — sendo que, na primeira eleição, o grupo operava como uma corrente interna do PT. O apoio retornou em 2018, após o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, e novamente em 2022, como contraposição ao cenário político instaurado após a saída de Rousseff.
Em contrapartida, a legenda manteve a neutralidade no segundo turno de 2002, quando lançou candidatura própria, e repetiu a ausência de apoio ao petista nas eleições de 2006, 2010 e 2014. Em 2018, embora defendesse Lula, o PCO não endossou a candidatura de Fernando Haddad após o impedimento judicial do líder do PT.
No primeiro turno da atual disputa, Rui Costa Pimenta concorreu à Presidência, encerrando a votação na última posição entre os candidatos, com 15.024 votos, o que corresponde a 0,01% dos votos válidos.