Política

Pesquisa Quaest indica empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula para o segundo turno

22 de Outubro de 2026 às 07:07 2 min de leitura

Pesquisa Quaest aponta empate técnico para o segundo turno presidencial, com Flávio Bolsonaro detendo 45% e Lula 44% das intenções de voto. O volume de indecisos subiu para 14%, enquanto a rejeição é de 52% para o candidato do PL e 47% para o do PT

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Nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (21), indica um cenário de empate técnico para o segundo turno da eleição presidencial. O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula, do PT, soma 44%. No levantamento de voto espontâneo, ambos os postulantes registram a mesma marca, com 40% cada.

Um dado relevante do levantamento é o crescimento do volume de eleitores indecisos, que saltou de 7% para 14%. Para Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da FGV-SP, esse índice de indecisão, somado à alienação eleitoral, será determinante para a definição do resultado no próximo domingo (25).

Rejeição e percepção do eleitorado

O estudo também detalha os índices de resistência aos candidatos. Flávio Bolsonaro apresenta 52% de rejeição, enquanto Lula registra 47%. No que diz respeito ao temor quanto ao resultado do pleito, 44% dos entrevistados temem o retorno da família Bolsonaro ao poder, contra 42% que temem a continuidade de um mandato de Lula.

Embates e movimentações institucionais

No campo da propaganda eleitoral, Lula utilizou a televisão para criticar cortes de gastos — termo referido como tesouraço — propostos por Flávio Bolsonaro, além de veicular o depoimento de um ex-ministro de Jair Bolsonaro. Em contrapartida, o candidato do PL focou em pautas sobre mulheres e relembrou a disputa no debate.

A tensão entre os candidatos também se estendeu à transparência de dados, com Flávio Bolsonaro impondo condições para a liberação de sigilos, em resposta a um desafio feito por Lula.

Paralelamente, no âmbito jurídico, ministros do TSE avaliaram a possibilidade de bloquear canais políticos no WhatsApp no período que antecede a votação.

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