Política

Pesquisa Quaest indica empate técnico entre Flávio e Lula para o segundo turno de 2026

14 de Outubro de 2026 às 19:10 4 min de leitura

Pesquisa Quaest indica empate técnico para o segundo turno de 2026, com Flávio entre 44% e 48% e Lula entre 42% e 46%. O levantamento, realizado com 2.154 entrevistados, apresenta margem de erro de 2 pontos percentuais

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Pesquisa Quaest indica empate técnico entre Flávio e Lula para o segundo turno de 2026
Reprodução

A primeira pesquisa da Quaest para o segundo turno da corrida presidencial de 2026 indica um empate técnico entre Flávio e Lula. O candidato Flávio apresenta intenções de voto entre 44% e 48%, enquanto o presidente Lula oscila entre 42% e 46%.

O cenário atual reflete a tendência observada na última medição antes do primeiro turno, realizada em 3 de outubro, quando Flávio já liderava numericamente (44% contra 42%), embora dentro da margem de erro. Desde então, ambos os candidatos registraram crescimento, enquanto houve uma redução no percentual de eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou que declararam que não comparecerão às urnas.

Dinâmica de votos e migração eleitoral

O resultado do primeiro turno foi impulsionado por um forte movimento de voto útil de direita. Cerca de 15% da amostra considerou nomes como Cury, Caiado, Renan ou Zema antes da primeira etapa, mas acabou optando por Flávio. A volatilidade do eleitorado de Flávio foi marcante: 7% dos seus votos foram definidos na última semana da eleição e 10% apenas no domingo da votação. Em contrapartida, a base de Lula demonstrou maior estabilidade, com 84% dos eleitores decididos antes do início da campanha.

Para o segundo turno, a maioria dos eleitores que votaram em alternativas à polarização migrou para Flávio, com exceção dos apoiadores de Cury, que se dividiram. No entanto, o grupo de eleitores que se absteve ou votou branco/nulo no primeiro turno surge como fator decisivo para o presidente: 43% desse segmento afirmam que votarão em Lula, contra 38% para Flávio.

Percepção pública e indicadores de rejeição

Os índices de rejeição e a percepção de legitimidade para o cargo também permanecem equilibrados. Lula possui 47% de potencial de voto e 53% de rejeição, enquanto Flávio tem 46% de intenções de voto e 54% de rejeição. Além disso, a maioria dos brasileiros não considera que os candidatos mereçam o mandato: 51% discordam de uma presidência de Lula e 49% pensam o mesmo sobre Flávio.

A aprovação do governo federal teve uma melhora marginal, subindo de 44% para 45%, enquanto a desaprovação caiu de 49% para 48%. Apesar da leve oscilação, o saldo permanece negativo.

Fatores de influência e sentimentos do eleitorado

Houve uma mudança na percepção de medo em relação aos candidatos. No dia 3 de outubro, o receio da continuidade de Lula era majoritário entre os jovens; atualmente, esse grupo está dividido, com 45% temendo a volta da família Bolsonaro e 45% temendo a permanência de Lula. No geral, o medo da volta dos Bolsonaro voltou a empatar com o medo da continuidade do atual governo.

As motivações para esses sentimentos divergem:

  • Medo de Lula: Associado a corrupção, custo de vida e má administração.
  • Medo de Bolsonaro: Relacionado à rejeição pessoal da família, tentativa de golpe, lembranças de governo anterior e risco ao fim de programas sociais.

Pautas e propostas em debate

A aceitação de medidas específicas impacta a imagem dos candidatos. No campo governamental, são bem avaliadas a proibição de bets, o fim da escala 6x1, o aumento anual do salário mínimo e a isenção de impostos na cesta básica. Já as propostas de Flávio que geram maior aceitação incluem a redução da maioridade penal, a classificação de facções criminosas como terroristas e o impeachment de ministros do STF.

Por outro lado, as propostas de anistia aos condenados do 8 de janeiro, a restrição de mandatos de ministros do STF e a implementação de mandatos de cinco anos sem reeleição são as mais desaprovadas. O pacote para MEIs é visto positivamente, mas possui baixa disseminação, enquanto o pagamento por hora divide a opinião pública.

Engajamento eleitoral

A reta final para a decisão do pleito é marcada por um aumento no interesse dos brasileiros. Atualmente, 51% declaram-se muito interessados na eleição (contra 45% na véspera do primeiro turno), e o índice de desinteresse caiu de 21% para 17%.

Detalhes da pesquisa:
A coleta de dados foi realizada pela Quaest entre 10 e 13 de outubro, com 2.154 entrevistados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-8729/2026.

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