Pesquisa Quaest indica melhora na aprovação do governo Lula e redução da desaprovação
Pesquisa Quaest indica que a aprovação do governo Lula subiu para 46%, reduzindo a diferença para a desaprovação (49%). No cenário eleitoral de primeiro turno, o presidente lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 33%. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 8 e 11 de novembro
A percepção dos brasileiros sobre a gestão do presidente Lula apresentou melhora, conforme aponta a nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (13). A diferença entre a desaprovação (49%) e a aprovação (46%) do governo caiu para três pontos percentuais, o menor intervalo registrado desde fevereiro; em abril, essa distância era de nove pontos.
O avanço na popularidade é notado especialmente entre mulheres, onde a aprovação subiu de 45% para 48%, superando a desaprovação, que recuou para 44%. Na faixa etária entre 35 e 59 anos, a aprovação cresceu de 41% para 47%, enquanto a desaprovação baixou de 54% para 48%. Entre os eleitores independentes — que não se identificam com direita, esquerda, lulismo ou bolsonarismo e representam 32% do total —, o saldo negativo foi reduzido de 26 pontos em abril para 15 pontos agora, com 37% de aprovação contra 52% de desaprovação.
O levantamento atribui esse desempenho a um cenário de notícias mais positivas. O percentual de pessoas que veem mais notícias favoráveis ao governo subiu de 23% para 32%, enquanto a percepção de notícias negativas caiu de 48% para 43%. Entre as medidas citadas, o programa Desenrola 2.0, lançado em 4 de maio para reduzir o endividamento das famílias, é visto como uma boa ideia por 50% dos entrevistados, e 38% acreditam que a iniciativa ajudará muito os endividados. Outros 27% avaliam que o auxílio será pequeno e 33% consideram que não haverá ajuda. A regra que proíbe apostas online para quem adere ao programa é aprovada por 79% dos participantes. Além disso, a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil passou a gerar um impacto maior na percepção pública.
No campo eleitoral, a simulação de primeiro turno indica liderança de Lula com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 33%. Juntos, os dois concentram 72% das preferências, distanciando-se de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), ambos com 4%, e Renan Santos, com 2%. A definição do voto também avançou: 63% dos entrevistados consideram sua escolha definitiva, contra 57% em abril.
Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece numericamente à frente com 42% contra 41%, embora a margem de erro de dois pontos percentuais indique empate técnico. No recorte regional, Lula lidera no Nordeste (61% a 28%), mas Flávio Bolsonaro aparece à frente no Sul (49% a 30%), no Norte/Centro-Oeste (50% a 36%) e no Sudeste (44% a 37%). No Sudeste, especificamente, Lula subiu de 35% para 37%, enquanto Flávio caiu de 47% para 44%.
No recorte por gênero, o presidente supera o senador por 45% a 36% entre as mulheres, enquanto Flávio lidera entre os homens, com 47% a 39%. Já entre os independentes, 31% votariam em Flávio Bolsonaro e 29% em Lula — em abril, o cenário era de 33% a 26% —, enquanto 35% não votariam em nenhum dos dois.
A pesquisa também avaliou a reunião de Lula na Casa Branca, ocorrida no dia 7. Para 43% dos entrevistados, o presidente saiu mais forte do encontro, enquanto 26% consideram que saiu mais fraco e 13% veem neutralidade. O encontro foi classificado como positivo para o Brasil por 60% dos participantes; 56% descreveram a postura de Lula como amigável e a mesma proporção defende que o Brasil deve ser aliado dos Estados Unidos.
O estudo da Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11.