Pesquisa Quaest indica que 43% dos brasileiros veem Lula fortalecido após reunião com Donald Trump
Pesquisa Quaest indica que 43% dos brasileiros veem o presidente Lula fortalecido após reunião com Donald Trump na Casa Branca. O levantamento aponta que 60% consideram a interlocução benéfica para o Brasil e 56% definem a postura do petista como amigável
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/G/p/JjTGfpSBiHYgYL6ARwTA/globo-canal-4-20260507-2000-frame-119711.jpeg)
A percepção pública sobre o encontro entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é majoritariamente positiva, conforme aponta levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (13). Para 43% dos brasileiros, o petista saiu fortalecido da reunião de três horas ocorrida na Casa Branca, na última quinta-feira (7). Em contrapartida, 26% consideram que o presidente saiu mais fraco e 13% avaliam que não houve mudança em sua posição.
O índice de percepção de fortalecimento é próximo ao registrado em novembro de 2025, quando 45% dos entrevistados tiveram a mesma opinião após a reunião entre os dois líderes na Malásia. No recorte sobre a natureza do encontro na Casa Branca, 37% dos participantes classificaram a reunião como mais positiva para Lula, enquanto 20% a consideraram negativa e 6% não atribuíram valor positivo ou negativo. Outros 37% não souberam ou não quiseram responder.
Sobre a postura adotada durante a conversa, 56% dos brasileiros descreveram a atitude de Lula como amigável, ao passo que 13% a definiram como dura e 3% consideram que não foi nem dura, nem amigável. O impacto institucional do diálogo também foi avaliado: 60% dos entrevistados acreditam que a interlocução entre Lula e Trump é benéfica para o Brasil, enquanto 18% a veem como ruim e 10% consideram a relação neutra.
A pesquisa reflete ainda uma mudança na visão sobre a diplomacia brasileira. Atualmente, 56% dos respondentes defendem que o Brasil deve ser aliado dos Estados Unidos, número superior aos 43% registrados em abril. No mesmo período, a preferência por uma postura independente caiu de 40% para 29%, e a visão de que o país deveria ser opositor recuou de 9% para 6%.
Quanto ao conhecimento do evento, 70% dos participantes já estavam cientes do encontro na Casa Branca, enquanto 30% tomaram ciência do fato durante a aplicação do questionário.
O estudo foi encomendado pela Genial Investimentos e realizado entre 8 e 11 de maio, com a participação de 2.004 pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-03598/2026.