Política

Pesquisa Quaest indica queda na percepção de que escândalo do Banco Master afeta instituições públicas

21 de Setembro de 2026 às 18:50 2 min de leitura

Pesquisa da Quaest indica que a percepção de que o escândalo do banco Master afeta instituições públicas caiu para 37%. Houve aumento nas associações do caso à Família Bolsonaro (21%) e ao governo Lula (11%). O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 17 e 20 de setembro

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Pesquisa Quaest indica queda na percepção de que escândalo do Banco Master afeta instituições públicas
Divulgação

A percepção pública sobre o impacto do escândalo envolvendo o banco Master apresentou mudanças na última semana, segundo levantamento da Quaest divulgado nesta segunda-feira (21). O índice de pessoas que acreditam que o caso afeta a reputação de todas as autoridades e instituições públicas de forma generalizada caiu para 37%, após ter sido registrado em 46% na pesquisa anterior.

Impacto institucional e político

Houve um crescimento na percepção de que o escândalo atinge a Família Bolsonaro, que passou de 15% para 21%. O governo Lula e políticos do PT também tiveram alta nas menções, subindo de 9% para 11%.

Já a percepção sobre outras instituições manteve-se estável ou apresentou queda:

  • Supremo Tribunal Federal (STF): 16% (era 17%)
  • Congresso: 2% (era 1%)
  • Banco Central: 1% (era 2%)

A polarização política reflete-se nas respostas: 46% dos eleitores de Lula associam o escândalo negativamente à família Bolsonaro. Em contrapartida, entre os bolsonaristas, 37% apontam o governo Lula e 22% citam o STF.

Crise no STF e influência eleitoral

O levantamento também abordou a crise interna no STF, desencadeada após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento detalha mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um número vinculado ao ministro Alexandre de Moraes, além de outras comunicações que mencionam familiares e integrantes da Corte.

Sobre a sessão extraordinária convocada pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, para debater o relatório da PF — encontro que terminou sem decisão e com trocas de acusações entre os ministros —, 74% dos entrevistados afirmaram estar cientes do ocorrido.

Apesar da instabilidade institucional, a crise no tribunal não parece alterar a intenção de voto para a presidência:

  • 62% afirmam que o tema não influencia a escolha do candidato.
  • 26% dizem que a situação reforça a escolha atual.
  • 7% indicam que podem mudar o voto.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. O estudo possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e registro sob o número BR-06004/2026.

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