Política

PL oficializa candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado na próxima quarta-feira

02 de Novembro de 2026 às 06:41 3 min de leitura

O PL oficializará na quarta-feira (4) a candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado para a eleição de 2027. Simultaneamente, Davi Alcolumbre busca a reeleição negociando a pauta de anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro. A senadora Tereza Cristina também manifestou intenção de disputar o cargo

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O PL deve oficializar, na próxima quarta-feira (4), a candidatura de Rogério Marinho (RN) à presidência do Senado, com eleição prevista para fevereiro de 2027. A movimentação ocorre em um cenário onde a legenda passará a deter a maior bancada da Casa, com 28 parlamentares após a composição dos novos senadores eleitos em outubro.

Articulações e a estratégia de reeleição

Paralelamente, o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), trabalha para garantir sua reeleição. Para alcançar a maioria absoluta de 41 votos, o senador do Amapá busca apoio de siglas da oposição, como PP, Republicanos e o próprio PL.

Como parte dessa negociação, Alcolumbre discute a possibilidade de pautar um projeto de anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro, medida que beneficiaria inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro. A estratégia visa não apenas angariar votos, mas também mitigar pressões por pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesse contexto, interlocutores de Alcolumbre afirmam que ele já possui a base necessária para a vitória, incluindo votos dentro do PL. No entanto, ainda restam diálogos pendentes com a ala mais conservadora da legenda, como os senadores eleitos Carol de Toni (PL-SC) e Guilherme Derrite (PP-SP), além de Michelle Bolsonaro (PL-DF).

Divergências internas e candidaturas alternativas

Apesar da tendência de lançamento de Marinho, há divisões internas no PL. Algumas lideranças alertam para o risco de desgaste ao apostar em candidatura própria, lembrando a derrota de Rogério Marinho em 2023 para Rodrigo Pacheco, o que resultou na perda do controle de comissões estratégicas.

Além disso, a candidatura de Marinho enfrenta resistências pontuais devido a percepções de falta de autonomia, ligadas à influência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No campo da oposição, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também manifestou a intenção de disputar o cargo, buscando tornar-se a primeira mulher a presidir a Casa.

Impactos institucionais e judiciais

A tese da anistia gera repercussões distintas no Congresso. Enquanto parlamentares governistas, como Otto Alencar (PSD-BA), apoiam a medida, o MDB já se posicionou contrariamente.

No âmbito jurídico, dados do STF de abril indicam que 190 pessoas permanecem presas pela tentativa de golpe, das quais 70 cumprem regime domiciliar. Embora o Congresso tenha aprovado em abril uma proposta para a redução de penas, a aplicação ocorre caso a caso e depende de avaliação do tribunal.

Nos bastidores, sugere-se que um acordo de anistia poderia se estender à conduta de quem julgou os processos, como o ministro Alexandre de Moraes, evitando que o Senado abra apurações sobre a condução das ações judiciais.

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