PL se torna a principal força política na Câmara e no Senado após eleições de 2026
O PL tornou-se a maior força no Congresso após as eleições de 2026, atingindo 121 deputados e 28 senadores. Na Câmara, o Novo dobrou sua representação para 10 vagas, enquanto o Cidadania não elegeu parlamentares. No Senado, o PSD teve a maior queda, reduzindo sua bancada para cinco integrantes
O PL consolidou-se como a principal força política no Congresso Nacional após as eleições de 2026, expandindo sua representação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. O movimento resultou em uma redistribuição de cadeiras que favoreceu a legenda, enquanto partidos tradicionais registraram retrações em suas bancadas.
Composição da Câmara dos Deputados
Na Câmara, o PL obteve o crescimento mais expressivo, somando 23 novas cadeiras para totalizar 121 deputados na próxima legislatura. Outras siglas também registraram alta, como o PT, que passou de 65 para 70 parlamentares, e o Novo, que dobrou sua representação ao atingir 10 deputados, alcançando a maior alta proporcional do pleito. O PRD, o PSOL e o PV também ampliaram seus quadros, embora em menor volume.
Em contrapartida, o União Brasil e o PSDB foram as legendas com as maiores perdas, reduzindo suas bancadas em seis cadeiras cada. O primeiro passou a contar com 46 deputados, enquanto o segundo caiu para 11 representantes, registrando uma das retrações proporcionais mais acentuadas. O cenário foi crítico para o Cidadania, que não elegeu nenhum deputado para a legislatura de 2027.
Algumas siglas mantiveram a quantidade total de vagas, embora com a renovação de nomes. No Podemos, 12 dos 27 deputados foram reeleitos. No PCdoB, 7 dos 11 parlamentares retornam; no Avante, 4 dos 5 foram mantidos, e o único representante do Missão garantiu a reeleição.
Cenário no Senado Federal
No Senado, o PL também ampliou sua presença, chegando a 28 senadores e assumindo a posição de maior partido da Casa. O Novo e o União Brasil foram as legendas com os ganhos seguintes, conquistando três cadeiras cada, enquanto a Rede também expandiu sua representação. O PT e o PDT não alteraram o tamanho de suas bancadas.
A maior retração no Senado foi do PSD, que perdeu nove cadeiras e passará a ter cinco senadores em 2027. O PSB perdeu três vagas, seguido pelo PP e pelo PSDB, que reduziram suas bancadas em duas cadeiras cada. Perdas de um representante foram registradas pelo MDB, Republicanos, Podemos e Avante.
A nova configuração do Senado, que totaliza 81 cadeiras, foi calculada com base nos 54 senadores eleitos em 2026 e nos 27 parlamentares cujos mandatos expiram apenas em janeiro de 2031, devido ao ciclo de oito anos da função. Diferente da Câmara, a redistribuição no Senado foi menos pulverizada, concentrando os crescimentos em poucas legendas.