Pré-candidatos da direita debatem reformas econômicas e reorganização institucional em encontro no Guarujá
Pré-candidatos da direita à Presidência discutiram reformas econômicas e institucionais em fórum no Guarujá neste sábado. Ronaldo Caiado, Renan Santos e Aldo Rebelo defenderam a superação da polarização e a redefinição dos limites entre os Poderes. O evento contou com a participação de empresários dos setores público e privado
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/s/iDwA6fRzAe26EiXJfJxw/edig1-2026-05-23t155709.992.png)
Pré-candidatos da direita à Presidência da República reuniram-se neste sábado (23), em fórum realizado no Guarujá (SP), para debater reformas econômicas e a reorganização institucional do Brasil. O encontro, que contou com a presença de empresários dos setores público e privado, serviu de plataforma para que Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC) defendessem a superação da polarização política e a redefinição dos limites entre o Executivo, o Congresso e o Judiciário.
Ronaldo Caiado, que participou da agenda via videoconferência devido a condições climáticas que impediram seu pouso no litoral paulista, argumentou que a alternativa para evitar o retorno do PT ao poder reside na implementação de um governo focado em entregas e com alta aprovação popular. O pré-candidato defendeu a priorização do combate à corrupção e à violência, citando a expansão de facções criminosas no território nacional. Para Caiado, a pacificação do país é essencial para encerrar a polarização, que, segundo ele, empobrece o debate político, permitindo que o Brasil se torne mais competitivo internacionalmente.
Renan Santos direcionou críticas às duas últimas gestões federais e propôs que o Brasil se torne uma das cinco maiores economias do mundo em três décadas. Para viabilizar esse objetivo, defendeu a aplicação de um choque de credibilidade nas contas públicas, iniciando pela revisão da área de despesas. Santos também propôs mudanças estruturais no Supremo Tribunal Federal (STF), sustentando que a Corte deve atuar estritamente como guardiã da Constituição, sem interferir no processo legislativo. O pré-candidato sugeriu a criação de uma corte específica para julgar o foro privilegiado, o fim das decisões monocráticas e a implementação de filtros de entrada para as ações, comparando o volume de 8 mil processos do STF com as 50 ações da Suprema Corte dos Estados Unidos. Além disso, criticou a existência de escritórios vinculados a ministros para a realização de negócios.
Aldo Rebelo diagnosticou que o entrave ao crescimento do país não é a falta de capital ou investimentos, mas sim uma interdição institucional. Como solução, propôs que o primeiro ato de um novo governo seja a apresentação de uma emenda à Constituição Federal para reformar o Judiciário. Rebelo defendeu a formação de um governo de conciliação e união nacional, traçando um paralelo histórico com o gabinete de conciliação montado por Dom Pedro II durante o período da Regência para superar guerras civis. O pré-candidato argumentou que a retomada do desenvolvimento e a redução das desigualdades são pautas capazes de unir empresários, trabalhadores e a classe média, independentemente das diferenças ideológicas.