Política

Presidente do PT admite falhas na organização da campanha de Lula no primeiro turno

13 de Outubro de 2026 às 10:10 2 min de leitura

Edinho Silva, coordenador de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, admitiu falhas organizacionais e na produção de materiais no primeiro turno. O dirigente afirmou que correções foram feitas e que a mobilização de militantes e lideranças estaduais foi ampliada

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Edinho Silva, presidente nacional do PT e coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, admitiu nesta terça-feira (13) a existência de falhas organizacionais durante o primeiro turno da disputa presidencial. Em declarações à rádio CBN, o dirigente confirmou que a estrutura de coordenação apresentou problemas, corroborando a avaliação do próprio candidato, que classificou a organização atual como a menos eficiente desde 1989.

Ajustes na coordenação e logística

O principal gargalo identificado foi a tentativa de descentralizar a gestão da campanha. A estratégia visava conceder maior autonomia aos estados para agilizar a resolução de demandas locais, porém o modelo não entregou os resultados esperados. Edinho Silva destacou que a produção de materiais de campanha foi a área mais afetada por essas falhas estruturais.

Para a etapa final da eleição, o coordenador afirmou que as correções foram implementadas. Embora o número de partidos aliados não tenha crescido, a campanha ampliou o suporte de lideranças estaduais e a mobilização da militância. O dirigente projeta que esse movimento de crescimento seja refletido nos próximos levantamentos de pesquisas eleitorais.

Diálogo institucional e base social

A análise crítica de Edinho Silva também abrangeu a relação com grupos que apoiaram a candidatura no segundo turno de 2022, especialmente setores mobilizados em defesa da democracia. O presidente do PT reconheceu a necessidade de retomar a interlocução com esses segmentos, avaliando que houve uma lacuna na comunicação direta.

Sobre a gestão federal, ele pontuou que a criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social Sustentável (Conselhão) pode não ter sido suficiente para garantir a proximidade necessária com esses grupos, sugerindo que faltou ao governo uma figura dedicada especificamente a esse diálogo.

Relação com o Congresso Nacional

Questionado sobre a dificuldade de aprovar reformas em um cenário de conservadorismo no Congresso Nacional, Edinho Silva reconheceu a ausência de maioria parlamentar. Diante da perspectiva de uma legislatura ainda mais complexa, o dirigente defendeu que a estratégia do governo deve focar na construção de uma base de apoio mais robusta junto à sociedade e na formação de opinião pública para viabilizar as mudanças pretendidas.

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