Presidente do TSE apresenta a segurança das urnas eletrônicas para embaixadores e corpo diplomático
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, reúne-se nesta segunda-feira (17) com mais de 100 diplomatas para apresentar a segurança das urnas eletrônicas e a transparência do sistema eleitoral brasileiro
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, promove nesta segunda-feira (17) um encontro fechado com embaixadores e representantes do corpo diplomático no Brasil. O objetivo da reunião, agendada para o período da tarde, é apresentar e defender a transparência do sistema eleitoral brasileiro e a segurança das urnas eletrônicas.
O evento reúne mais de 100 diplomatas, incluindo representantes dos Estados Unidos e de todas as nações com representação oficial no país. A iniciativa integra a estratégia do tribunal para detalhar à comunidade internacional os mecanismos de fiscalização e o funcionamento do processo de votação.
Histórico de articulações e divergências
Esta é a segunda vez que o presidente do TSE realiza esse tipo de interlocução. Em 16 de junho, Nunes Marques já havia se reunido com 25 representantes diplomáticos para tratar da segurança do sistema de votação.
Paralelamente, o cenário diplomático foi marcado por tensões envolvendo o Departamento de Estado dos Estados Unidos. Em julho, o Itamaraty negou vistos ao subsecretário-assistente Samuel Samson e ao secretário-assistente Riley M. Barnes. Ambos foram apontados por reportagem do jornal The Washington Post como articuladores de uma estratégia para questionar a confiabilidade das eleições brasileiras.
Nesse contexto, o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, reuniu-se com diplomatas e alegou que as urnas brasileiras teriam a mesma origem que as da empresa Smartmatic, citando um relatório da CIA sobre fraudes em eleições de 2012 na Venezuela. O TSE desmentiu a informação, esclarecendo em nota oficial, atualizada em 8 de julho de 2026, que as urnas utilizadas no Brasil são fornecidas por outra companhia.
Crise diplomática com os Estados Unidos
A relação entre Brasil e Estados Unidos sofreu novos desgastes no início deste mês, quando o governo americano revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
A medida foi justificada pelo Departamento de Estado como resposta à demora do Brasil em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada dos EUA em território brasileiro. Embora o visto tenha sido revogado, os Estados Unidos informaram que a diplomata não foi expulsa e pode permanecer no país.
A validade do documento poderá ser restabelecida assim que o Brasil aprovar a nomeação do embaixador indicado por Washington. De acordo com fontes do governo brasileiro, a consolidação dessa aprovação deve ocorrer apenas após as eleições deste ano.