PRTB substitui Pablo Marçal por Leonardo Avalanche na chapa para a Presidência em 2026
O PRTB substituiu Pablo Marçal por Leonardo Avalanche na chapa para a Presidência de 2026, indicando Silvia Hellen da Silva Pereira como vice. O TSE deferiu a troca após indeferir o registro de Marçal por inelegibilidade e falta de comprovação de filiação partidária
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O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) oficializou, nesta segunda-feira (14), a alteração em sua chapa para a disputa da Presidência da República em 2026. O partido protocolou a substituição de Pablo Marçal por Leonardo Avalanche, que assume a titularidade da candidatura. Para a vaga de vice-presidente, a legenda indicou Silvia Hellen da Silva Pereira, natural de Anápolis (GO).
A movimentação ocorreu no limite do prazo legal e já foi registrada no sistema de Divulgação de Candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ministra relatora Estela Aranha manifestou voto favorável à troca e, em decisão publicada na noite de segunda-feira, deferiu a Regularidade de Atos Partidários (DRAP), habilitando o PRTB a concorrer aos cargos de presidente e vice-presidente.
Motivações do indeferimento
A mudança na composição da chapa acontece após o TSE decidir, por unanimidade, na última sexta-feira (11), pelo indeferimento do registro de Pablo Marçal. A Corte fundamentou a rejeição em dois pontos principais: a ausência de comprovação de filiação partidária dentro do prazo legal e a condição de inelegibilidade do ex-coach até 2032.
A inelegibilidade foi consolidada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que manteve a condenação de oito anos imposta a Marçal por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha para a prefeitura de São Paulo em 2024. Além disso, o Ministério Público Eleitoral (MPE) apontou que, em abril — data limite para filiação —, o empresário ainda integrava os quadros do União Brasil.
Posicionamento da defesa e do partido
A advogada de Pablo Marçal, Allinne Garcia, informou que o empresário renunciou à candidatura para viabilizar a substituição legal dos nomes na chapa. Segundo a defesa, a renúncia não significa concordância com as decisões judiciais, mas é uma medida necessária devido aos prazos improrrogáveis do calendário eleitoral, visando evitar a insegurança jurídica para a legenda e para os eleitores.
Leonardo Avalanche, que havia articulado a entrada de Marçal na disputa, afirmou que a manutenção do projeto político agora seguirá sob sua liderança. O novo candidato à Presidência declarou que a decisão foi tomada em conjunto com Marçal após as tentativas de manter o nome original na disputa serem frustradas.
Medidas do Ministério Público
Diante do cenário, o MPE solicitou ao TSE uma decisão provisória para impedir que Pablo Marçal utilize recursos públicos de campanha, bem como o acesso ao horário gratuito de rádio e televisão e a realização de outros atos de propaganda eleitoral.