PSD oficializa candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República com Gilberto Kassab como vice
O PSD oficializou a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República e de Gilberto Kassab à vice-presidência em 26 de julho. O ex-governador de Goiás propõe aplicar no plano federal seu modelo de gestão administrativa e de segurança pública. A chapa conta com o apoio de governadores do Paraná e Rio Grande do Sul
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O Partido Social Democrático (PSD) oficializou, no dia 26 de julho, a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República. A convenção, realizada na sede da legenda em São Paulo, também confirmou o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato ao cargo de vice-presidente.
Estratégia e Posicionamento Político
Durante o evento, Caiado defendeu a necessidade de romper com a polarização política atual, argumentando que o país não deve escolher entre candidatos com altos índices de rejeição. O ex-governador destacou a importância da articulação de Kassab para viabilizar uma alternativa fora do eixo predominante, visando implantar um novo modelo de gestão governamental.
O candidato baseou sua plataforma na experiência administrativa em Goiás, onde afirmou ter elevado a aprovação de seu governo de 52% para 88%. Entre os resultados citados, destacam-se:
- A retirada de mais de 620 mil pessoas da pobreza;
- A implementação de um centro de inteligência artificial;
- A redução do número de jovens condenados por crimes relacionados a drogas, que caiu de 1.073 para 198.
Segurança Pública e Combate ao Crime
A pauta de segurança pública é um dos pilares da candidatura. Caiado propõe a exportação do modelo goiano para o plano federal, com foco no rigor contra facções criminosas e no monitoramento total de presidiários.
No combate à violência de gênero, o candidato apresentou a proposta de confiscar bens de agressores e autores de feminicídio, transferindo o patrimônio para as vítimas. Além disso, defende o aumento das penas para esses crimes em 90%.
Críticas à Gestão Federal e Economia
O ex-governador direcionou críticas severas ao atual governo, mencionando o endividamento do país e questionando a eficácia de programas como o Desenrola. Caiado afirmou que a gestão atual promoveu a desmoralização dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
No campo econômico, o candidato pretende utilizar a força do agronegócio, a abundância de água doce e a reserva de minerais críticos e terras raras para reposicionar o Brasil nas negociações internacionais.
Alianças e Perspectivas Eleitorais
A candidatura conta com o apoio de lideranças regionais, incluindo governadores como Ratinho Junior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), além de apoio em Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Nordeste. Caiado também mencionou a expectativa de que Daniel Vilela seja eleito governador de Goiás para atuar em conjunto com sua gestão federal.
Apesar de reconhecer que seus índices atuais de intenção de voto são inferiores aos dos principais adversários, o candidato afirmou que sua trajetória de 40 anos na vida pública, sem envolvimento em escândalos de corrupção, é o diferencial para alcançar o segundo turno e vencer a disputa presidencial.