Política

PT foca em privatização da Sabesp e pautas econômicas para eleger Fernando Haddad em São Paulo

02 de Agosto de 2026 às 12:01

O PT baseia a campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo nas críticas à privatização da Sabesp, na defesa da soberania nacional e no combate às tarifas de Donald Trump. Paralelamente, a legenda oficializou a candidatura de Lula e Geraldo Alckmin à reeleição presidencial junto ao TSE

PT foca em privatização da Sabesp e pautas econômicas para eleger Fernando Haddad em São Paulo
Divulgação

A estratégia do Partido dos Trabalhadores (PT) para a disputa ao governo de São Paulo foca em três eixos temáticos para viabilizar a ida de Fernando Haddad ao segundo turno. A coordenação da campanha prioriza a crítica à privatização da Sabesp, relacionando o processo à escassez de água em cidades do interior e em áreas da região metropolitana.

Pautas nacionais e impactos econômicos

Além da questão hídrica, a narrativa do partido integra temas de repercussão internacional que impactam a economia paulista. A campanha pretende destacar a defesa da soberania nacional diante de intervenções dos Estados Unidos, posicionando São Paulo como o estado mais afetado por essas ações.

Outro ponto central é o combate ao tarifaço implementado pelo governo de Donald Trump. O discurso deve enfatizar os prejuízos causados a setores produtivos estratégicos, como a indústria calçadista, a de papel e o segmento sucroalcooleiro. Para a disseminação dessas pautas, o partido utilizará o tempo de propaganda eleitoral e as inserções em rádio e televisão.

Oficialização de candidaturas

Paralelamente às estratégias regionais, o PT realizou neste domingo (2), no Expo Center Norte, a convenção nacional para oficializar a candidatura de Lula à reeleição. O presidente do partido, Edinho Silva, confirmou que a chapa composta por Lula e Geraldo Alckmin já foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Aos 80 anos, Lula busca o quarto mandato na Presidência da República, após ter sido eleito em 2002, 2006 e 2022. O histórico do candidato inclui derrotas nos pleitos de 1989, 1994 e 1998, contra Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. Caso seja vitorioso, o presidente totalizará 16 anos de governo, marca superada apenas por Getúlio Vargas, que governou por mais de 18 anos, embora tenha sido eleito por voto direto em apenas uma ocasião.

Kiko Celeguim, presidente do PT em São Paulo e coordenador de Haddad, projeta que a legenda assumirá a liderança já no primeiro turno da disputa estadual.

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