Quaest divulga pesquisa sobre a sucessão presidencial de 2026 com simulações de turnos
O instituto Quaest divulga, a partir de quarta-feira (15), pesquisa encomendada pela Genial Investimentos sobre a sucessão presidencial de 2026. O levantamento, com 2.004 eleitores ouvidos entre 10 e 13 de julho, simula cenários de primeiro e segundo turno e avalia a percepção pública sobre eventos políticos e econômicos
A partir de quarta-feira (15), o instituto Quaest divulga os resultados de uma nova pesquisa sobre a sucessão presidencial de 2026, com a simulação de cenários para o primeiro e o segundo turno. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026 e encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho.
A rodada de coleta de dados ocorre após eventos políticos recentes, como a operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT) e a repercussão de vídeos nos quais Michelle Bolsonaro critica Flávio Bolsonaro (PL). O questionário busca medir a percepção do eleitorado sobre esses episódios, além de avaliar a relação entre Brasil e Estados Unidos, as tarifas impostas por Donald Trump, as investigações sobre o Banco Master e a viabilidade do fim da escala de trabalho 6x1, somando-se à análise de medidas econômicas do governo Lula.
No campo institucional, a pesquisa investiga o impacto da 9ª fase da Operação Compliance Zero na imagem do governo e na campanha de Lula. A Polícia Federal aponta que Jaques Wagner teria recebido vantagens indevidas, incluindo repasses a empresas de familiares e um imóvel de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, em troca de atuar em favor do Banco Master no Congresso Nacional. O instituto questiona se o eleitor vê o caso como uma questão pessoal do senador ou como um problema institucional da gestão federal.
O levantamento também dedica seções ao núcleo da família Bolsonaro. O foco está no desentendimento público entre Michelle e Flávio Bolsonaro, explorando se a motivação seria uma briga familiar ou uma disputa política pela herança partidária de Jair Bolsonaro. A pesquisa avalia a reação do eleitor ao pedido de desculpas de Flávio e a influência da participação de Michelle em sua eventual campanha. Adicionalmente, o questionário aborda as declarações de Paulo Figueiredo, aliado da família nos Estados Unidos, que criticou a ex-primeira-dama e o comportamento do voto feminino, e a resposta de Flávio Bolsonaro, que classificou a fala como equivocada e negou que Figueiredo integre sua equipe de campanha.
Para a simulação do primeiro turno, a lista de pré-candidatos inclui Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Joaquim Barbosa (DC), Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Heró Bezerra (PRTB), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Samara Martins (UP). No segundo turno, o presidente Lula é testado em confrontos diretos contra Flávio Bolsonaro, Zema, Caiado e Renan Santos.