Política

Renan Santos afirma que não acatará decisões de Alexandre de Moraes caso seja eleito presidente

03 de Setembro de 2026 às 12:35 2 min de leitura

O candidato Renan Santos afirmou que, se eleito, ignorará decisões do ministro Alexandre de Moraes e mobilizará órgãos estaduais para fazer o mesmo. O político planeja pressionar o Senado Federal por pedidos de impeachment contra Moraes e Dias Toffoli

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Renan Santos afirma que não acatará decisões de Alexandre de Moraes caso seja eleito presidente
Globo/ Manoella Mello

O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, declarou que, caso seja eleito, não acatará as decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em entrevista concedida nesta quinta-feira (3), o político afirmou que pretende mobilizar outros órgãos do Estado para que também ignorem as determinações do magistrado durante o seu mandato.

Estratégia institucional e conflito com o STF

Renan Santos planeja utilizar o período de transição governamental, entre novembro e dezembro, para exercer pressão sobre o Senado Federal. O objetivo é condicionar a governabilidade do país ao andamento de pedidos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O candidato afirmou que a nação permanecerá "interditada" até que ambos sejam removidos de seus cargos.

A estratégia inclui a cobrança direta a entidades de fiscalização e à Polícia Federal para que suspendam o cumprimento de ordens emitidas por Moraes. Santos criticou a relação atual entre o STF e o Senado, classificando-a como uma "farra da impunidade" e citando o apoio do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, à Corte.

Quanto à composição do tribunal, o candidato sustenta que o próximo presidente deve assumir a função preparado para indicar seis ministros ao STF, sendo quatro para vagas regulares e dois para substituir Toffoli e Moraes, enfrentando diretamente o conflito com a Corte.

Impugnação de candidatura e influência externa

O candidato abordou a suspensão temporária de seu registro de candidatura, determinada pelo ministro Dias Toffoli. A decisão baseou-se na ausência de informações sobre todas as redes sociais da campanha junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Renan Santos alegou que a intervenção ocorreu após três pareceres favoráveis do Ministério Público Eleitoral e que manobras processuais foram utilizadas para prolongar a suspensão.

A decisão, que foi revertida na quarta-feira, foi descrita por Santos como um ato de "vingança" por manifestações anteriores contra o ministro. O candidato relatou ter temido a cassação definitiva do registro e a consequente inelegibilidade por oito anos.

Por fim, Renan Santos afirmou que o cenário eleitoral está sendo influenciado por Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo o candidato, Vorcaro estaria determinando os rumos da eleição a partir da prisão, alegando que os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes detêm informações sobre o ex-banqueiro que poderiam impactar, respectivamente, o petismo e o bolsonarismo.

Com informações de G1

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