Renan Santos critica a família Bolsonaro e a elite empresarial durante evento em São Paulo
O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, criticou a família de Jair Bolsonaro e a elite empresarial durante o 13º Fórum Caminhos da Liberdade, em São Paulo. O político classificou o senador Flávio Bolsonaro como farsante e se posicionou como alternativa aos polos representados por Lula e pelo bolsonarismo
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Durante a participação no 13º Fórum Caminhos da Liberdade, organizado pelo Instituto de Formação de Líderes (IFL) em São Paulo, o candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, criticou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro e a elite empresarial brasileira. Em discurso direcionado a empresários e apoiadores da direita, Santos classificou o senador Flávio Bolsonaro (PL) como "farsante" e afirmou que o grupo familiar enganou o setor produtivo do país ao longo dos últimos anos.
Críticas ao empresariado e ao cenário político
O candidato do Missão questionou a postura de grande parte da elite empresarial, alegando que esses setores se calaram ou apoiaram a família Bolsonaro. Renan Santos declarou que o Brasil se encontra refém de dois polos: de um lado, o presidente Lula, que lidera as pesquisas, e do outro, o que descreveu como uma família de farsantes que capturou o voto do Brasil produtivo.
O político, que é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), destacou que não compareceu ao evento para estabelecer amizades, mas para expor suas opiniões. Ele criticou a busca por engajamento superficial nas redes sociais, termo que definiu como "Brasil do like", associando essa dinâmica ao que chamou de "voto burro".
Posicionamento estratégico
Renan Santos utilizou o espaço para se apresentar como uma alternativa viável frente a Lula e Flávio Bolsonaro. Ele afirmou ser o único candidato com liberdade para enfrentar ambos os polos e para representar uma nova geração.
O candidato relembrou sua trajetória política, mencionando que apoiou Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, mas rompeu com o ex-presidente durante a gestão governamental. Santos admitiu que seu grupo político quase foi extinto devido ao posicionamento contrário ao bolsonarismo, utilizando esse fato para reforçar sua independência atual.
O evento em São Paulo também previu a recepção de outros nomes políticos, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).