Política

Republicanos nega pedido de Cleitinho Azevedo para disputar o governo de Minas Gerais

04 de Agosto de 2026 às 15:05

O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, negou o pedido do senador Cleitinho Azevedo para disputar o governo de Minas Gerais durante a convenção nacional em Brasília. A decisão impede a candidatura do parlamentar, que não pode migrar para outra legenda devido ao prazo de filiação partidária

Republicanos nega pedido de Cleitinho Azevedo para disputar o governo de Minas Gerais
Michelle Pereira/TV Integração

O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, negou formalmente o pedido do senador Cleitinho Azevedo para disputar o governo de Minas Gerais. A decisão ocorreu durante a convenção nacional do partido em Brasília, encerrando a fase deliberativa e impossibilitando a candidatura do parlamentar.

Impedimentos legais e partidários

A impossibilidade de Cleitinho Azevedo concorrer por outra legenda decorre do prazo de filiação partidária, encerrado em 4 de abril. De acordo com a legislação eleitoral, candidatos devem estar filiados ao partido pelo qual pretendem disputar o cargo pelo menos seis meses antes do pleito, e a lei não permite candidaturas avulsas.

Como o senador estava filiado ao Republicanos no fechamento desse prazo, sua participação na disputa dependia exclusivamente do aval da sigla.

Histórico de indecisões e conflitos

A trajetória do senador rumo ao Palácio Tiradentes foi marcada por oscilações desde março, quando foi lançado como pré-candidato. Embora tenha liderado todos os cenários de pesquisas da Quaest, Cleitinho alternou declarações de confirmação com sinais de desistência.

Em diversos momentos, o senador condicionou sua candidatura à vontade divina e ao desempenho nas pesquisas de intenção de voto. O desgaste com a legenda ficou evidente em agosto, quando o parlamentar criticou publicamente o presidente do diretório estadual do partido, deputado Eclydes Pettersen, após este ter confirmado a candidatura do senador em julho.

Impactos pessoais e institucionais

O processo de decisão foi afetado por questões pessoais, especialmente após a morte do irmão do senador, Matheus Azevedo, em 18 de julho. Na ocasião, interlocutores relataram que o parlamentar não teria condições emocionais de realizar campanha.

Essa instabilidade levou o Republicanos a buscar alternativas. Em 28 de julho, a sigla iniciou negociações com o PL para apoiar Marcelo Aro (PP), visto internamente como um nome mais competitivo e um palanque estratégico para Flávio Bolsonaro.

Contradições finais

O ápice da divergência entre o senador e a cúpula partidária ocorreu no final de julho. Enquanto Marcos Pereira afirmava publicamente que Cleitinho não seria candidato, a assessoria do senador divulgava notas mantendo a pretensão da disputa.

Posteriormente, em vídeo publicado com o presidente nacional da legenda, Cleitinho anunciou a desistência espontânea, justificando a decisão pelo momento difícil vivido após o luto familiar. Mesmo após esse recuo, o senador tentou um último apelo na convenção nacional, alegando ter recebido uma mensagem espiritual para concorrer, pedido que foi rejeitado por Marcos Pereira.

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