Política

Republicanos planeja romper aliança com o PL para viabilizar candidatura de Tarcísio à Presidência em 2030

28 de Julho de 2026 às 17:04

O partido Republicanos planeja romper a aliança com o PL em 2026 para viabilizar a candidatura de Tarcísio Gomes de Freitas à Presidência em 2030. A medida ocorre após o PL oficializar Flávio Bolsonaro como candidato ao Planalto. Tarcísio mantém apoio público a Flávio, apesar da estratégia da legenda

O Republicanos planeja distanciar-se de uma aliança com o PL para as eleições de 2026, visando pavimentar o caminho para uma eventual candidatura de Tarcísio Gomes de Freitas à Presidência da República em 2030. A estratégia da legenda baseia-se na reeleição do governador de São Paulo, que se tornaria o nome natural do partido para a disputa presidencial no próximo ciclo, período em que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria impedido de concorrer a um novo mandato.

Dinâmica entre Republicanos e PL

A decisão do Republicanos ocorre após o PL oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto para 2026. Internamente, a maioria da sigla de Tarcísio manifesta resistência em apoiar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, priorizando o projeto político de longo prazo centrado no governador paulista.

Apesar da posição do partido, a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro mantém a tentativa de viabilizar a aliança, com a previsão de uma reunião entre o coordenador da campanha e o presidente do Republicanos, Marcos Pereira.

Posicionamento de Tarcísio Gomes de Freitas

Embora o partido trace metas para 2030, Tarcísio mantém o apoio público a Flávio Bolsonaro. Essa postura é atribuída à gratidão pelo respaldo de Jair Bolsonaro, que viabilizou sua eleição ao governo de São Paulo em um momento de baixa viabilidade eleitoral. Como reflexo desse vínculo, o governador participou da convenção de Flávio Bolsonaro, realizada no último sábado (25), em São Paulo.

Aliados do governador ressaltam que a permanência de Tarcísio no Republicanos, recusando o convite de migração para o PL feito por Valdemar Costa Neto, foi uma decisão estratégica. Para esse grupo, a escolha do PL por um nome da família Bolsonaro para a disputa presidencial confirma a intenção de manter o capital político do bolsonarismo sob controle familiar, em detrimento do lançamento de Tarcísio para a Presidência neste momento.

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