Política

Rogério Marinho oficializa candidatura à presidência do Senado para o biênio 2027-2028

04 de Novembro de 2026 às 17:11 3 min de leitura

O senador Rogério Marinho (PL-RN) oficializou a candidatura à presidência do Senado para o biênio 2027–2028. A disputa envolve também Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Tereza Cristina (PP-MS), com a eleição prevista para fevereiro de 2027

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O senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da Oposição, oficializou nesta quarta-feira (4) sua candidatura à presidência do Senado para o biênio 2027–2028. O anúncio ocorreu após reunião da bancada do Partido Liberal em Brasília, posicionando o parlamentar em uma disputa que deve envolver também o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

Base partidária e articulações

A estratégia de Marinho fundamenta-se na força numérica do PL, que terá 29 senadores a partir de fevereiro de 2027, tornando-se a maior bancada do Senado. Apesar da vantagem quantitativa, a vitória exige a maioria absoluta de 41 votos entre os 81 parlamentares, o que demanda negociações com outras legendas. O senador confirmou diálogos com parlamentares do Republicanos e do PP.

Em contrapartida, Davi Alcolumbre já possui o respaldo da federação União-PP, além de apoios no MDB e no PSD, enquanto tenta atrair votos de parlamentares alinhados ao governo Lula e de setores da direita.

Perfil e trajetória política

Eleito para o Senado em 2022, Rogério Marinho, de 62 anos, é economista e possui passagens como deputado federal e relator da reforma trabalhista em 2017. No governo de Jair Bolsonaro, ocupou os cargos de secretário de Previdência e ministro do Desenvolvimento Regional. Recentemente, em 2026, atuou como coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Sobre a possível candidatura de Tereza Cristina, ex-ministra de Bolsonaro, Marinho afirmou que ambos compartilham a mesma orientação política, embora ela busque viabilizar sua própria participação no pleito.

Prerrogativas do cargo e pautas legislativas

O comando do Senado implica a chefia do Congresso Nacional, conferindo ao presidente o controle sobre a pauta de votações de projetos e Propostas de Emenda à Constituição (PECs). O cargo também detém a competência de abrir ou arquivar pedidos de impeachment contra o procurador-geral da República e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesse contexto, Marinho manifestou apoio a um projeto de anistia para os condenados pelos eventos de 8 de Janeiro e pela trama golpista, ressaltando que a decisão final pertence ao colegiado de senadores. O parlamentar também defendeu a alteração do regimento para que a escolha do presidente da Casa ocorra por voto aberto, contrariando a regra atual de votação secreta.

Processo eleitoral e sucessão

A eleição está prevista para a primeira semana de fevereiro de 2027. O movimento sucessório deve ampliar as negociações nos bastidores do Congresso para a definição da 1ª Vice-Presidência e a liderança de comissões estratégicas, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

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