Romeu Zema critica Alexandre de Moraes e defende direito de correspondência de Jair Bolsonaro
Romeu Zema criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes e defendeu o direito de comunicação por cartas de Jair Bolsonaro em encontro em Guarulhos. O pré-candidato questionou a disparidade de tratamento entre Bolsonaro e Lula e sugeriu a suspeição do ministro. Zema minimizou ter 2% das intenções de voto no primeiro turno, planejando ampliar sua circulação nacional
Durante encontro com pré-candidatos do partido em Guarulhos, na Grande São Paulo, nesta quarta-feira (15), Romeu Zema (Novo) criticou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e defendeu a manutenção do direito de comunicação por cartas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante sua prisão domiciliar.
Questionamentos jurídicos e institucionais
A posição de Zema surge após a decisão de Moraes de restringir as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) ao pai. O ministro do STF entendeu que a leitura de uma carta do ex-presidente por Flávio, durante uma transmissão em rede social no sábado (11), configurou desvio de finalidade do direito de visita e desrespeito à proibição de Bolsonaro utilizar redes sociais, seja de forma direta ou via terceiros.
Zema argumentou que o envio de correspondências por detentos é um direito garantido a qualquer preso no Brasil, classificando a medida como uma decisão jurídica e não política. O pré-candidato questionou a disparidade de tratamento em relação ao presidente Lula e sugeriu que o STF deveria focar em questões institucionais. Além disso, defendeu que o ministro Alexandre de Moraes deveria se declarar suspeito para julgar o caso.
Estratégia eleitoral e cenário nacional
Sobre a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, Zema minimizou os números, que o posicionam com 2% das intenções de voto no primeiro turno. Em um eventual segundo turno contra Lula (PT), que detém 45%, o ex-governador de Minas Gerais aparece com 35%.
Para reverter esse quadro, Zema planeja ampliar sua circulação pelo país, baseando sua narrativa na experiência do setor privado e na criação de um milhão de empregos em Minas Gerais. O pré-candidato afirmou que o eleitor brasileiro costuma se engajar na reta final do pleito, citando o comportamento observado em 2018, e que os debates serão decisivos.
Críticas aos adversários
Ao analisar a concorrência, Zema diferenciou sua trajetória da de outros candidatos, afirmando que possui "curtição" e não apenas sobrenome. Ele criticou concorrentes que, segundo ele, permaneceram em gabinetes recebendo salários elevados, contrastando essa postura com a sua experiência de gestão.