Romeu Zema critica proximidade entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro
Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo, criticou a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. O ex-governador afirmou manter candidatura independente, embora não descarte aliança com Ronaldo Caiado no primeiro turno
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Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo partido Novo, retomou as críticas à proximidade entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O ex-governador de Minas Gerais classificou como necessária a cautela com quem mantém relações com criminosos, referindo-se ao episódio de 13 de maio, quando mensagens revelaram que o senador teria solicitado recursos para financiar o filme *Dark Horse*, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Embora tenha tratado o assunto como "página virada" dias após a divulgação das conversas, Zema agora reitera seu descontentamento.
O pré-candidato enfatizou que, apesar de residir em Belo Horizonte, cidade natal de Vorcaro, nunca se reuniu com o banqueiro nem recebeu pedidos de audiência. Zema mencionou ainda que o partido Novo recebeu uma doação de R$ 1 milhão do pai de Vorcaro em 2022, ressaltando que o aporte ocorreu antes do início das investigações envolvendo o banqueiro.
Sobre a estratégia eleitoral, Zema afirmou que a possibilidade de unir sua candidatura à de Ronaldo Caiado (PSD) no primeiro turno não está descartada, citando alianças locais já estabelecidas com o PSD. No entanto, confirmou que, no momento, ambos os ex-governadores manterão candidaturas independentes.
A movimentação ocorre em um cenário onde a pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), aponta o presidente Lula (PT) na liderança do primeiro turno com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 29%. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) registram 3% cada, enquanto Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo) aparecem com 2% cada.
Em outras declarações, Zema manifestou preocupação com a liberdade de expressão no período eleitoral. Ele citou a derrubada de uma pesquisa de opinião sobre a queda de Flávio Bolsonaro e investigações motivadas por críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal. O pré-candidato afirmou que sente tentativas de cerceamento por meio de ações judiciais e criticou o uso do Judiciário como instrumento de censura contra quem discorda, assegurando que manterá sua postura.
No campo social, o ex-governador criticou a gestão do Bolsa Família, alegando que milhões de homens recusam ofertas de emprego para não perderem o acesso ao benefício.