Política

Romeu Zema defende ampliação da presença feminina na política como estratégia para combater a corrupção

07 de Julho de 2026 às 15:05

Romeu Zema defendeu a ampliação da presença feminina na política para combater a corrupção durante evento em São Paulo. O pré-candidato à Presidência também manifestou apoio ao endurecimento de penas para feminicídio e à expansão de políticas de atendimento a vítimas de violência doméstica

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), defendeu, nesta terça-feira (7), a ampliação da presença feminina na política como estratégia para combater a corrupção. Durante evento do Women Invest, em São Paulo, Zema exemplificou sua tese citando a Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga fraudes financeiras e pagamentos indevidos no Banco Master. O político afirmou não recordar a participação de mulheres no caso, que envolve nomes como Daniel Vorcaro, Ciro Nogueira, Jaques Wagner, Augusto Ferreira Lima, Eduardo Mendonça Sodré Martins, além da BN Financeira e PKL One Participações.

A manifestação ocorre após Zema ter declarado, em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, que mulheres beneficiárias do Bolsa Família não precisariam estudar ou trabalhar por possuírem atribuições domésticas e filhos. Naquela ocasião, ele propôs que a exigência de qualificação técnica e busca por emprego formal fosse aplicada apenas aos homens para a manutenção do benefício. Ao ser questionado sobre o assunto nesta terça-feira, o pré-candidato reiterou a associação entre a mulher e o cuidado com os filhos.

No campo da segurança pública, Zema manifestou apoio ao endurecimento das penas para feminicídio e à expansão de políticas de atendimento a vítimas de violência doméstica. Ele destacou a implementação de delegacias especializadas e programas de autonomia financeira para mulheres agredidas em Minas Gerais.

Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 indicam que, em 2024, os feminicídios representaram 47% dos homicídios dolosos de mulheres em Minas Gerais, registrando queda em relação aos 56,9% de 2023. No cenário nacional, o ano de 2024 concentrou 1.492 feminicídios, o volume mais alto desde a promulgação da Lei do Feminicídio em 2015. Em outubro de 2024, a legislação foi alterada para prever penas de 20 a 40 anos de reclusão para o crime.

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