Política

Romeu Zema nega proximidade com Flávio Bolsonaro e critica conduta do senador em caso financeiro

19 de Junho de 2026 às 15:02

Em agenda no Recife, Romeu Zema negou proximidade com o senador Flávio Bolsonaro e criticou a conduta do parlamentar em negociações com Daniel Vorcaro. O pré-candidato à Presidência também questionou a atuação do Supremo Tribunal Federal e comentou a investigação sobre o senador Jaques Wagner no Caso Master

Romeu Zema nega proximidade com Flávio Bolsonaro e critica conduta do senador em caso financeiro
Reprodução/YouTube

Durante agenda no Recife nesta sexta-feira (19), o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, negou ter proximidade com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em entrevistas a rádios locais, Zema afirmou que seu contato ocorreu prioritariamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro durante seu mandato como governador, destacando a parceria na viabilização de aportes federais para a ampliação do metrô mineiro e o apoio mútuo no pleito de 2022.

A declaração surge em meio às investigações da Polícia Federal sobre Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, suspeito de liderar fraudes financeiras estimadas em R$ 12 bilhões. Vorcaro teria financiado o filme "Dark Horse", obra sobre o ex-presidente, em negociações conduzidas com Flávio Bolsonaro. O senador inicialmente omitiu a relação com o banqueiro, a quem visitou enquanto este utilizava tornozeleira eletrônica, mas posteriormente foi exposto por um áudio em que solicitava recursos para a produção do filme. Zema classificou a conduta de cobrar dinheiro de Vorcaro como imperdoável, argumentando que tal prática invalida críticas a métodos utilizados pelo PT e por Lula.

Zema também utilizou o espaço para criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). O político descreveu a Corte como um "poder incendiário" que, em vez de moderar crises, estaria agravando a instabilidade do país. Ele afirmou que o tribunal perdeu o respeito que possuía há 15 anos e defendeu a necessidade de renovação no Senado para a remoção de ministros que classificou como "frutas podres".

Ainda em suas falas, o pré-candidato comentou a inclusão do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Congresso, na lista de investigados do Caso Master. A Polícia Federal apura se Wagner teria recebido benefícios, incluindo um pagamento de R$ 3,5 milhões e a compra de um apartamento de luxo em Salvador, em troca de apoio a medidas legislativas favoráveis ao Banco Master, como a "Emenda Master". Embora o senador negue irregularidades, Zema afirmou que tais situações refletem a impunidade instaurada após a anulação da Operação Lava Jato, alegando ser o único pré-candidato a denunciar abertamente a existência de "descondenados" no Brasil.

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