Política

Romeu Zema propõe lista tríplice para a nomeação de ministros do Supremo Tribunal Federal

07 de Setembro de 2026 às 13:06 2 min de leitura

O pré-candidato Romeu Zema instalou um painel contra o STF na Avenida Paulista e defendeu a adoção de lista tríplice para a nomeação de ministros. O político propôs a extinção de decisões monocráticas e maior transparência na agenda presidencial

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O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), utilizou a Avenida Paulista para realizar uma ação simbólica contra o Supremo Tribunal Federal (STF). O político instalou um painel com a frase “Chega de intocáveis”, exibindo imagens de ministros da Corte e a representação de Alexandre de Moraes encarcerado. Durante a mobilização, Zema foi hostilizado por manifestantes do PT, sendo necessária a intervenção da Polícia Militar para garantir sua segurança.

Propostas de reforma no STF

Após a ação, Zema participou de um evento do Partido Novo em frente ao Masp, onde defendeu a alteração nos critérios de nomeação de ministros do Supremo. Atualmente, a Constituição exige que os indicados pelo presidente da República tenham entre 35 e 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada, com aprovação da maioria absoluta do Senado.

O pré-candidato propõe a implementação de uma lista tríplice para orientar as escolhas presidenciais. Zema afirmou que, em um eventual mandato, priorizaria a indicação de profissionais com mais de 60 anos e com trajetória consolidada no meio acadêmico.

O ex-governador também defendeu a extinção das decisões monocráticas — aquelas proferidas individualmente por um ministro sem a análise do plenário ou das turmas —, questionando a legitimidade democrática de a assinatura de um único magistrado prevalecer sobre a de centenas de parlamentares. No discurso, Zema direcionou críticas nominais aos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Transparência e denúncias

No campo da gestão pública, Zema sugeriu que a agenda do presidente da República, incluindo compromissos em sua residência particular e ligações telefônicas, seja tornada pública. A proposta de transparência se estende a parentes do presidente e de altos cargos do governo, que deveriam reportar atividades passíveis de gerar conflito de interesses.

Durante o pronunciamento, o político mencionou investigações sobre Daniel Vorcaro, do Banco Master, acusando o banqueiro de ter "comprado" altas autoridades da República por meio de viagens em jatinho e festas, embora não tenha apresentado provas para a afirmação.

Questionado sobre possíveis repercussões jurídicas devido ao painel instalado na Avenida Paulista, Zema declarou não ter medo de prisão e reiterou suas críticas a autoridades sediadas em Brasília.

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