Política

Romeu Zema propõe reforma do STF e mudanças no Bolsa Família em evento em Brasília

08 de Julho de 2026 às 15:13

Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo, propôs a redução de despesas públicas, ações de segurança e pautas morais em evento da CNC em Brasília. O político sugeriu a reforma do STF, mudanças nos critérios do Bolsa Família e a definição da escala 6x1 via acordo entre patrões e empregados

Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo partido Novo, propôs a implementação de três eixos de gestão caso seja eleito: um corte nas despesas públicas para reduzir a pressão sobre a taxa de juros, além de medidas focadas em segurança pública e em questões morais e éticas. As declarações foram feitas nesta quarta-feira (8), durante evento da Confederação Nacional do Comércio (CNC) em Brasília, que contou com a presença apenas de Zema e do pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado.

No campo institucional, Zema defendeu a reforma do Supremo Tribunal Federal (STF), sugerindo a imposição de uma idade mínima de 60 anos para a nomeação de ministros, a obrigatoriedade de o presidente escolher o indicado a partir de uma lista de candidatos e a extinção de decisões monocráticas. O pré-candidato, que responde a um processo de calúnia por ataques ao ministro Gilmar Mendes, afirmou que a Corte possui "frutas podres".

Sobre a gestão federal, Zema criticou a política de gastos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, prometendo encerrar o que classificou como "gastança". Em contrapartida, o atual presidente tem sustentado que as despesas em educação e saúde configuram investimentos, e não gastos.

Na área social, o pré-candidato do Novo propôs alterações no Bolsa Família. A intenção é excluir do programa beneficiários que não possuam a responsabilidade de cuidar de crianças ou idosos, bem como aqueles que recusarem três ofertas de emprego formal.

Zema também comentou a relação de autoridades com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mencionando reportagens sobre viagens de ministros do STF em jatinhos do empresário. Ele afirmou não possuir qualquer vínculo com Vorcaro, ressaltando que, apesar de ambos terem residido em Belo Horizonte, nunca se encontraram.

Questionado sobre a escala de trabalho 6x1, Zema manifestou-se a favor de que a carga horária seja definida por acordo direto entre empregadores e empregados, mesmo diante da condição de hipossuficiência do trabalhador. Por fim, defendeu que o país necessite de um representante que não possua "rabo preso.

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