Política

Ronaldo Caiado oficializa candidatura à Presidência da República pelo PSD

26 de Julho de 2026 às 21:06

Ronaldo Caiado oficializou candidatura à Presidência da República pelo PSD, com Gilberto Kassab como vice. Pesquisas do Datafolha indicam 4% das intenções de voto para Caiado, enquanto Lula lidera com 40% e Flávio Bolsonaro possui 32%

Ronaldo Caiado oficializa candidatura à Presidência da República pelo PSD
Divulgação/PSD

Ronaldo Caiado oficializou sua candidatura à Presidência da República pelo PSD, manifestando a convicção de que alcançará o segundo turno e se consolidará como a alternativa mais viável para derrotar o presidente Lula. Durante entrevista coletiva, o candidato afirmou que as etapas de debate serão fundamentais para diferenciar sua proposta em relação aos demais concorrentes.

Caiado também estabeleceu uma equivalência entre a corrupção praticada por políticos de direita e de esquerda, ao ser questionado sobre a possibilidade de Flávio Bolsonaro ser a única opção do campo conservador no pleito.

Cenário eleitoral e intenções de voto

Dados recentes do Datafolha posicionam o presidente Lula na liderança com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 32%. Ronaldo Caiado aparece com 4% da preferência dos eleitores. Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Caiado, o petista lidera com 47% contra 40% do candidato do PSD.

Apesar dos números, Caiado relatou ter sentido um ambiente favorável à sua candidatura durante viagens de pré-campanha, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

Estratégia partidária e alianças

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, candidato a vice na chapa, defendeu o posicionamento independente do partido. Kassab argumentou que o PSD evita o comprometimento com os polos do petismo ou do bolsonarismo, ao contrário de outras legendas do centrão. O dirigente revelou ainda que a candidatura de Caiado pelo PSD ocorreu após a recusa de apoio do MDB e do União Brasil.

Kassab assegurou que o candidato terá palanques em todas as unidades da federação. Ele destacou a convergência entre as candidaturas a presidente e governador em estados como Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Articulações regionais

A estratégia do PSD para a eleição presidencial prevê a manutenção de apoios mesmo em estados onde as alianças para o governo local divergem da chapa presidencial:

  • São Paulo: Kassab afirmou que, embora o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) apoie Flávio Bolsonaro, a vitória em São Paulo será conjunta entre Tarcísio para governador e Caiado para presidente.
  • Rio de Janeiro: O partido defende que Eduardo Paes (PSD) mantenha um palanque múltiplo, visando a eleição de Paes ao governo estadual e a vitória de Caiado na Presidência, mesmo com Paes concedendo palanque a Lula no estado.
  • Pernambuco: A governadora Raquel Lyra (PSDB) é vista como um palanque sólido para Caiado, apesar de a gestora também dar palanque ao presidente Lula em Pernambuco.

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