Ronaldo Caiado propõe ajuste fiscal federal com redução de supersalários e de emendas impositivas
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado propôs um ajuste fiscal federal com redução de supersalários, subsídios e emendas impositivas. A estratégia prevê limitar o crescimento de despesas a 50% do PIB e a realização de uma auditoria nos incentivos fiscais. O político defendeu ainda a ampliação do seguro rural via parcerias privadas
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Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência da República, propôs a implementação de um ajuste fiscal no governo federal baseado na redução de supersalários, subsídios e emendas impositivas. Em entrevista concedida à TV Jovem Pan nesta segunda-feira (31), o candidato afirmou que pretende replicar a gestão de gastos adotada durante seu mandato como governador de Goiás, onde efetuou um corte de 25% no duodécimo destinado aos Poderes Legislativo e Judiciário.
Estratégia de cortes e controle de gastos
A proposta de contenção de despesas da União prevê que o reajuste do salário mínimo acompanhe a inflação, mas que o crescimento das despesas seja limitado a 50% em relação ao crescimento do PIB. Para viabilizar essa política, Caiado destacou que as prioridades de corte seriam as emendas impositivas — que atualmente somam mais de R$ 60 bilhões — e programas beneficiados por incentivos fiscais.
O candidato ressaltou que a definição de quais setores sofrerão a redução de subsídios ainda não é possível, alegando que os dados abertos disponíveis são manipulados, o que prejudica a previsão das contas públicas. Para solucionar a questão, ele prometeu realizar uma auditoria caso seja eleito, visando identificar o uso indevido de recursos públicos e garantir que os incentivos fiscais resultem em geração de emprego e arrecadação.
Agronegócio e Seguro Rural
Questionado sobre a possibilidade de cortes em incentivos ao agronegócio, especialmente diante da previsão de R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial no Plano Safra 2026/2027, Caiado defendeu a ampliação do seguro rural. O candidato afirmou que buscará parcerias com a iniciativa privada para custear a expansão dessa medida.
Articulações Políticas e Apoios
No âmbito partidário, Ronaldo Caiado admitiu a ausência de unanimidade em torno de sua candidatura dentro do PSD. Ele creditou a Gilberto Kassab, presidente da legenda e seu vice na chapa, a coragem de lançar a candidatura do partido para evitar a polarização no cenário nacional.
Sobre a dinâmica de apoios, o candidato comentou a decisão de Tarcísio de Freitas de apoiar Flávio Bolsonaro, argumentando que o eleitorado não segue uma lógica verticalizada. Para Caiado, as escolhas em eleições majoritárias são pautadas pela identidade de ideias e pelas opções da maioria dos prefeitos, citando ainda que conta com o suporte de lideranças regionais e candidatos nos estados.