Política

Rui Costa critica articulações para reeleger Davi Alcolumbre vinculadas a concessões judiciais para Bolsonaro

29 de Outubro de 2026 às 18:46 2 min de leitura

O senador Rui Costa (PT-BA) criticou articulações para a reeleição de Davi Alcolumbre à presidência do Senado vinculadas a concessões judiciais. Alcolumbre busca acordos com o grupo de Jair Bolsonaro envolvendo anistia ou indulto ao ex-presidente e a interrupção de processos de impeachment de ministros do STF

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O senador eleito e ex-ministro Rui Costa (PT-BA) manifestou discordância em relação às articulações no Senado que visam a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência da Casa. O questionamento surge diante de movimentações que vinculam a disputa pelo comando do Legislativo a possíveis concessões judiciais.

Articulações e anistia

A estratégia de Davi Alcolumbre para viabilizar sua permanência na presidência do Senado em 2027 envolve a construção de um acordo com o grupo político de Jair Bolsonaro. Entre as pautas discutidas estão a possibilidade de um indulto ou de uma anistia ao ex-presidente, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em trama golpista e atualmente cumpre pena em regime domiciliar por motivos de saúde.

Além da questão de Bolsonaro, Alcolumbre busca mediar um acordo para barrar processos de impeachment de ministros do STF. Enquanto o indulto é uma prerrogativa do presidente da República, a anistia requer a aprovação do Congresso Nacional.

Prioridades legislativas

Rui Costa afirmou que a escolha para a presidência do Senado não deve estar condicionada a interferências em penas judiciais, seja no caso da trama golpista ou dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Para o senador, a agenda política dos próximos quatro anos deve refletir os resultados das urnas de 25 de outubro, priorizando a vida cotidiana da população.

O parlamentar defendeu que o foco de senadores, deputados e do Poder Executivo deve ser a apresentação de soluções para problemas concretos, como segurança pública e transporte, em vez de pautas de sobrevivência política.

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