Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad avaliam debate sobre segurança e educação em São Paulo
Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad avaliaram, em coletivas após debate nesta terça-feira (29), temas como segurança pública, mobilidade, energia e alfabetização. O governador defendeu investimentos em inteligência e a modernização da rede elétrica, enquanto Haddad criticou a gestão do crime organizado e os índices educacionais paulistas. Ambos discutiram a influência da polarização nacional na disputa estadual
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Após o debate realizado nesta terça-feira (29), os candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), avaliaram o encontro em entrevistas coletivas, onde aprofundaram discussões sobre segurança pública, infraestrutura e a relação entre a disputa estadual e a polarização nacional.
Segurança e Crime Organizado
Questionado sobre a infiltração de organizações criminosas nas estruturas do estado, Tarcísio de Freitas defendeu a ampliação de investimentos em inteligência e tecnologia. O governador afirmou que a estratégia para identificar e afastar servidores vinculados ao crime organizado deve se basear em investigações, mecanismos de controle e a atuação de corregedorias, com foco no rastreamento de transações financeiras atípicas.
Em contrapartida, Fernando Haddad criticou a postura do adversário diante da presença do PCC e do Comando Vermelho em território paulista. O candidato questionou se Tarcísio teria revisto posicionamentos anteriores sobre o tema, reiterando que a atuação dessas facções representa um problema crítico de gestão.
Mobilidade e Energia Elétrica
Sobre a implementação de um bilhete único metropolitano, Tarcísio ressaltou que a medida, embora benéfica para o trabalhador, demanda estudos aprofundados de viabilidade técnica e financeira. Para viabilizar a integração, o governador pontuou a necessidade de estabelecer primeiro uma governança metropolitana e, posteriormente, um sistema que unifique as diferentes regras de pagamento dos municípios.
No setor de energia, Tarcísio atribuiu a responsabilidade da concessão na Região Metropolitana de São Paulo ao governo federal. Ele defendeu a modernização da rede para evitar a obsolescência e acelerar o religamento de luz em casos de falhas. Como soluções, sugeriu a realização de uma nova licitação ou a troca do controlador da empresa, condicionada à prorrogação do contrato.
Educação e Indicadores
Um dos pontos de divergência após o debate foi a alfabetização infantil. Fernando Haddad reiterou que a porcentagem de crianças alfabetizadas na idade certa em São Paulo está abaixo da média nacional. O candidato criticou a menção de Tarcísio a um selo ouro do Ministério da Educação, argumentando que a premiação não responde ao dado estatístico apresentado e representa uma tentativa de evitar o problema.
Contexto Político e Relações Institucionais
Ambos os candidatos admitiram a influência da eleição presidencial na disputa paulista. Tarcísio considerou natural que a polarização nacional reflita no estado, dada a ligação de cada candidato com as candidaturas à Presidência. Já Haddad defendeu a reeleição do presidente Lula, afirmando que a execução de seus planos para São Paulo depende de um governo federal comprometido com a causa pública e a autonomia das instituições.
Sobre a governabilidade com adversários políticos, Haddad afirmou que manteria uma relação institucional independentemente do partido eleito, citando sua experiência como ministro da Fazenda, da Educação e prefeito de São Paulo. O candidato mencionou a relação cordial que manteve com Geraldo Alckmin no passado, mesmo sendo adversários políticos.
Ao encerrar seu balanço, Tarcísio afirmou que utilizou o debate para apresentar as realizações de sua gestão nos últimos quatro anos e projetar propostas para um eventual novo mandato.