Tarcísio de Freitas estabelece meta de universalizar o saneamento básico na Sabesp até 2029
O governador Tarcísio de Freitas definiu a meta de universalizar o saneamento básico nos 371 municípios atendidos pela Sabesp até 2029. O plano inclui a construção de 26 estações de tratamento, a modernização de quatro unidades e investimentos de R$ 30 bilhões via programa Integra Tietê
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, estabeleceu a meta de universalizar o saneamento básico nos 371 municípios atendidos pela Sabesp até 2029. O compromisso, vinculado às previsões contratuais da companhia, foi anunciado nesta terça-feira (22) durante visita à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Barueri, na Grande São Paulo.
A iniciativa visa acelerar a entrega de serviços essenciais, contrastando com o cenário nacional. Tarcísio pontuou que, no ritmo atual de investimentos do Brasil, a universalização do setor poderia levar mais 70 anos, deixando cerca de 100 milhões de pessoas sem acesso ao direito básico. Essa estimativa diverge do Marco Legal do Saneamento, que estipula como meta nacional, até dezembro de 2033, o acesso a água potável para 99% da população e o tratamento de esgoto para 90%.
Expansão da infraestrutura e metas técnicas
Para viabilizar a universalização até 2029, o governo estadual executa um cronograma de obras que inclui a construção de 11 novas estações de tratamento e a implementação de outras 15 unidades. Além disso, quatro das maiores estações do estado — Barueri, ABC, Parque Novo Mundo e São Miguel — passam por processos de modernização (retrofit).
A expectativa é que a capacidade média de tratamento alcance 22,5 mil litros por segundo, representando um crescimento de 40,6%. Na prática, a ampliação da rede deve beneficiar mais de 4 milhões de pessoas.
Investimentos no Programa Integra Tietê
As melhorias na ETE de Barueri integram o programa Integra Tietê, que prevê o aporte de R$ 30 bilhões até 2029. O plano está estruturado em cinco eixos principais:
- Saneamento;
- Controle de cheias;
- Turismo e integração;
- Eficiência logística;
- Governança.
Especificamente na unidade de Barueri, que atende cerca de 8 milhões de habitantes de cidades como a capital, Osasco, Carapicuíba, Santana de Parnaíba, Jandira, Itapevi e partes de Cotia, Embu das Artes e Itapecerica da Serra, a capacidade de tratamento saltará dos atuais 16 mil para 22 mil litros por segundo.
Impactos ambientais e desassoreamento
Nos últimos dois anos, a gestão estadual registrou a redução de quase 30% da carga orgânica lançada no Rio Tietê, com um incremento mensal de 10 bilhões de litros de esgoto tratados.
Paralelamente ao saneamento, o governo investiu mais de R$ 1,4 bilhão no desassoreamento do rio desde 2023. A operação resultou na retirada de 6,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos, atingindo 90% da meta estabelecida para o encerramento de 2026.