Tarcísio de Freitas nega distanciamento político de Flávio Bolsonaro apesar de ausências em agendas
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, negou distanciamento político de Flávio Bolsonaro nesta segunda-feira (24). O gestor justificou a ausência em agendas recentes como estratégia de captação de votos e não descartou a disputa pela Presidência da República em 2030
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), negou a existência de qualquer distanciamento político em relação ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, apesar de ter se ausentado de compromissos recentes de campanha. Em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (24), após reunião com comerciantes no Centro da capital paulista, Tarcísio afirmou que a atuação separada em determinadas agendas pode ser estratégica para a captação de votos em diferentes localidades.
Mesmo exercendo a função de coordenador da campanha de Flávio em São Paulo, o governador não compareceu à primeira agenda pública do candidato à Presidência na capital, ocorrida na última quinta-feira (20). Na data de hoje, o senador também cumpre dois compromissos na cidade sem a companhia de Tarcísio.
Alinhamento político e agendas
Para justificar a dinâmica de trabalho, o governador citou uma visita a Ribeirão Preto, no interior do estado, onde atuou na promoção do candidato do PL mesmo sem a presença do senador. Tarcísio ressaltou a importância de manter a sintonia com o futuro governo federal para garantir que São Paulo receba prioridade e diálogo com a Presidência da República.
O governador relembrou atividades conjuntas recentes, como a Festa do Peão de Barretos, no sábado (22), e um encontro com empresários na Zona Leste de São Paulo. Na ocasião de Barretos, Tarcísio referiu-se a Flávio Bolsonaro como o herdeiro do projeto político de seu pai.
Perspectivas para 2030
Questionado sobre a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030, Tarcísio de Freitas não descartou a hipótese, mas enfatizou que sua prioridade imediata é a reeleição para o governo estadual e a gestão do Palácio dos Bandeirantes.
O governador afirmou que possui um compromisso de quatro anos com a população paulista, focando na entrega de projetos estruturantes e obras no estado. Sobre a disputa presidencial futura, declarou que o momento não é de planejar tal candidatura, deixando a decisão para o tempo e para a vontade divina.