Transporte público é o serviço com a pior avaliação no governo de Minas Gerais
Pesquisa da Quaest indica que o governo de Minas Gerais tem maior reprovação no transporte público (37%), saúde (32%), segurança (30%) e infraestrutura (30%). A gestão de Mateus Simões possui 36% de aprovação, enquanto a de Romeu Zema mantém 52%
O governo de Minas Gerais apresenta índices de reprovação concentrados nos setores de transporte público, saúde, segurança e infraestrutura/mobilidade. Os dados fazem parte de um levantamento da Quaest, encomendado pela Genial Investimentos e divulgado nesta terça-feira (28).
Avaliação setorial do Executivo
A percepção dos eleitores sobre as áreas de atuação do governo estadual revela que o transporte público é o serviço com a pior avaliação, registrando 37% de índices negativos. Na sequência, a saúde (32%), a segurança (30%) e a infraestrutura/mobilidade (30%) também apresentam alta rejeição.
Em contrapartida, a área de educação obteve a melhor recepção, com 39% de avaliações positivas, seguida por agricultura (37%) e cultura (37%). Os demais setores, como meio ambiente (36%), desenvolvimento econômico (36%), assistência social (25% positiva) e fazenda (28% positiva), oscilaram entre avaliações regulares e positivas.
Aprovação da gestão atual e anterior
A gestão de Mateus Simões (PSD) conta com a aprovação de 36% dos eleitores, enquanto 28% desaprovam o governo. No quesito avaliação geral, 28% consideram a administração positiva, 16% negativa e 30% regular.
O levantamento também recuperou a imagem de Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo em março para concorrer à Presidência da República. A aprovação de sua gestão em Minas Gerais permanece estável em 52%, contra 41% de desaprovação, índices idênticos aos registrados em abril. A avaliação positiva do governo de Zema cresceu de 32% para 37% no mesmo período, enquanto a negativa caiu de 26% para 23%.
Sucessão e continuidade administrativa
Sobre a sucessão do ex-governador, 46% dos entrevistados acreditam que ele merece eleger um sucessor, representando um aumento em relação aos 42% apontados em abril. Já a rejeição a essa possibilidade caiu de 49% para 42%.
Quanto ao rumo da administração estadual, a maioria dos eleitores prefere ajustes pontuais: 41% defendem que se mude apenas o que não está bom, enquanto 39% desejam uma mudança total. Apenas 16% manifestaram o desejo de que o trabalho atual seja continuado.
Metodologia
A pesquisa ouviu 1.482 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 22 e 26 de julho. O estudo foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número MG-034/90/2026, possui margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.